- A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) afirma que o Irão é o único Estado não nuclear a enriquecer urânio a 60%.
- O Irão está disposto a diluir o urânio enriquecido a 60% se os Estados Unidos levantarem todas as sanções, disse o chefe da Organização Iraniana de Energia Atómica, citado pela agência iraniana IRNA, após reabrirem as negociações com Washington.
- Não fica claro se as sanções citadas são todas as sanções internacionais ou apenas as impostas pelos EUA.
- Enriquecimento entre 3% e 5% é usado em centrais elétricas; o enriquecimento a 90% é necessário para fabricar armas; existe um stock de mais de 400 quilogramas de urânio altamente enriquecido cuja destinação é incerta desde 10 de junho de 2025.
- As negociações ocorrem num contexto de tensões internas no Irão e de pressão regional, com acusações de interferência estrangeira e protestos que deixaram centenas de mortos segundo diferentes fontes, após reacções a políticas do Governo.
O Irão disse estar disposto a diluir o urânio enriquecido a 60% caso os Estados Unidos levantem todas as sanções. A afirmação foi feita pelo chefe da Organização Iraniana de Energia Atómica, Mohammad Eslami, após o reinício das negociações nucleares com Washington. O anúncio foi veiculado pela agência oficial IRNA.
Segundo a IRNA, Eslami indicou que a decisão depende do levantamento de todas as sanções, embora o texto não detalhe se se referia a todas as sanções ou apenas às impostas pelos EUA. A posição surge num momento de tensão diplomática e de negociações em curso.
AIEA: Irão é o único Estado não nuclear a enriquecer urânio a 60%. O orgão internacional destaca que o urânio enriquecido entre 3% e 5% alimenta centrais elétricas, enquanto o enriquecimento próximo de 90% é necessário para armamento nuclear. Dados ajudam a contextualizar o debate sobre segurança regional.
Apoiado por dados da AIEA, o Irão possui reservas de urânio altamente enriquecido estimadas em mais de 400 kg, com localização e destino ainda incertos desde junho de 2025. Em teoria, esse stock poderia sustentar várias futuras capacidades de enriquecimento se não fosse controlado ou destruído.
As negociações ocorrem num cenário regional tenso, marcado pela postura dos EUA e de Israel, vistos como potências de referência no Médio Oriente. O Irão mantém a posição de que o enriquecimento é direito civil sob o TNP, e recusa pressões externas para limitar o programa nuclear.
Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, reiterou que Teerã não aceitará ordens de potências e defendeu o direito nuclear pacífico do Irão. O diplomata falava no seguimento do recomeço das negociações, em Mascate, Omã, ocorrido dois dias antes.
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