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PSD propõe multas de até dois milhões de euros para redes sociais

PSD propõe proibir acesso de menores de 16 às redes sociais, com multas até dois milhões de euros para plataformas e sanções a entidades e indivíduos

Redes sociais são proibidas a menores de 16 anos a partir desta quarta-feira, na Austrália
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  • O PSD apresentou no Parlamento um projeto de lei que prevê a proibição de acesso de menores de 16 anos às redes sociais.
  • O texto reserva multas entre cinquenta mil e dois milhões de euros para multinacionais, entre vinte mil e um milhão para pequenas ou médias empresas e entre dez mil e duzentos e cinqüenta mil euros para pessoas singulares.
  • O objetivo é preencher um vazio legal e estabelecer regras para uma “vida saudável na era digital”, com mecanismos de verificação de idade e controlo parental.
  • A verificação de idade propostada utiliza a Chave Móvel Digital e há preocupações sobre a possibilidade de contornar estas regras.
  • Especialistas e profissionais de saúde mental alertam que a proibição não resolve, por si só, problemas de adição ou uso excessivo, defendendo monitorização familiar e educação para uso responsável.

O PSD apresentou no Parlamento um projeto de lei que propõe a interdição de acesso de menores de 16 anos às redes sociais. O texto prevê multas para multinacionais entre 50 mil e 2 milhões de euros, para PMEs entre 20 mil e um milhão, e para pessoas singulares entre 10 mil e 250 mil euros. A iniciativa surge após experiências de países como Austrália e Espanha.

O objetivo é preencher um vazio legal e estabelecer regras para uma vida digital mais saudável. O projeto aponta mecanismos de verificação de idade e controle parental, bem como restrições a conteúdos violentos. A proposta reforça a responsabilidade das plataformas para proteger menores.

A fiscalização pretende usar a Chave Móvel Digital como verificação de idade, conforme o PSD. Especialistas alertam que proibções por si não resolvem o uso excessivo, e destacam a importância da monitorização familiar. Outros críticos defendem que a medida pode penalizar crianças sem responsabilizar as plataformas.

Críticas e posições

Alguns especialistas consideram que a simples proibição não resolve problemas de dependência ou ansiedade associada às redes. É salientada a necessidade de dados para fundamentar decisões e de estratégias complementares, como estilos de uso guiados pela família. Há quem defenda medidas de design mais seguras, com menos estímulos viciosos.

Raquel Cunha, terapeuta ocupacional, sublinha que o acesso deve ser explicado para um uso positivo, com envolvimento dos pais. A responsável clínica indica que o controlo parental e a educação digital são determinantes para resultados sustentáveis. Avança que casos de uso excessivo já surgem em idades muito precoces.

Filinto Lima, presidente de uma associação de diretores, vê a proposta como um passo positivo, embora lamentando a dependência de escolas para restringir o uso. A monitorização é apontada como fator-chave para que as medidas tenham impacto real, em vez de serem apenas simbólicas.

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