- O texto discute que identifcar certas manifestações com fascismo exige entender a regressão de forma mais complexa do que uma leitura ingênua.
- O autor recapitula uma coluna anterior sobre o ressentimento como categoria fundamental para compreender a mobilização social de movimentos populistas, de direita e neofascistas.
- Defende que o ressentimento deve ser entendido sem psicologização, dando prioridade às estruturas sociais.
- Cita um estudo alemão de 2021 de Joseph Vogl, professor da Universidade de Humboldt, intitulado Kapital und Ressentiment (Capital and Ressentiment).
- O livro é apresentado no subtítulo como “uma breve teoria do presente”.
Uma análise sobre a natureza da mobilização social lança novas opções de leitura sobre o fascismo contemporâneo. O texto da semana passada, na coluna, aborda o ressentimento como categoria fundamental para compreender movimentos de extrema-direita e neofascistas. O foco não é a psicologia individual, mas as estruturas sociais que alimentam essa mobilização.
O estudo citado é alemão, de 2021, de Joseph Vogl, professor da Universidade de Humboldt. O livro, Kapital und Ressentiment, apresenta-se como uma breve teoria do presente, explorando a relação entre capital, ressentimento e dinâmica política.
A obra literária e de estudos culturais é destacada como marco para entender a atual conjuntura. A referência busca situar o ressentimento no âmago das formas de organização social que favorecem populismos e discursos autoritários.
Segundo a análise, a regressão observada não é apenas uma interpretação passageira, mas uma leitura que aponta para alterações estruturais. A referência aponta para uma arquitetura social que sustenta a mobilização de grupos a partir de insatisfações profundas.
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