- Militares deslocados nas zonas afetadas pelo mau tempo não sabem se podem votar no domingo na eleição presidencial.
- Um militar em Leiria disse à Lusa que prefere votar onde está e ficaria triste se não puder exercer o direito.
- Outro militar, também em Leiria, afirmou que votar é uma obrigação e que é necessário encontrar uma solução.
- A Lusa questionou o Ministério da Defesa Nacional, mas não obteve resposta até ao momento.
- Na campanha, António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta a 8 de fevereiro; até agora, foram registados 13 mortos e centenas de feridos, desalojados e prejuízos em várias zonas do país.
Militares deslocados nas zonas afetadas pelo mau tempo ainda não sabem se poderão votar no domingo, na eleição presidencial que define o Presidente da República e o futuro Comandante Supremo das Forças Armadas. A incerteza ganhou força entre quem está afastado das suas regiões, devido aos impactos das depressões que voltaram a afetar o território.
Em Leiria, vários militares apelaram à clarificação, sublinhando que o voto é um direito cívico que não pode ser condicionado pela situação de deslocação. A indecisão persiste entre votar onde estão ou regressar às suas localidades de origem. O atraso de decisões administrativas para assegurar o direito de voto é apontado como o principal motivo de inquietação.
A Lusa confirmou que o Ministério da Defesa Nacional ainda não respondeu aos pedidos de esclarecimento dos serviços militares. Paralelamente, o escrutínio decorre entre António José Seguro e André Ventura, que disputam a segunda volta marcada para 8 de fevereiro, após a votação do passado domingo ter colocado Seguro com 31% e Ventura com 23%.
O país continua a lidar com os efeitos graves das depressões Kristin e Leonardo, com 13 mortes registadas desde o início da semana e centenas de feridos e desalojados. Os estragos vão desde a destruição de habitações e empresas até à queda de árvores, cortes de vias, encerramento de escolas, interrupções de transportes e falhas de energia, água e comunicações.
O Governo prolongou o estado de calamidade até 15 de fevereiro em 68 concelhos, com medidas de apoio financeiro até 2,5 mil milhões de euros. A calamidade em Portugal continental teve início entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, estendendo-se até 8 de fevereiro e, posteriormente, até 15 de fevereiro.
Impacto nas Forças Armadas
- Elementos deslocados em áreas afetadas continuam sem confirmação oficial sobre a participação eleitoral, o que pode exigir soluções logísticas especiais.
- A dúvida centra-se na legitimidade do voto para quem está temporariamente fora da sua sede de registo.
Contexto eleitoral e social
- A segunda volta da eleição presidencial ocorre a 8 de fevereiro, entre António José Seguro e André Ventura.
- Além da componente política, as consequências climáticas continuam a exigir atenção às condições de vida das populações afetadas e à coordenação das medidas de ajuda.
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