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Fim do tratado que prevenia escalada nuclear

Sem o New START, aumenta o risco de escalada nuclear e não há diálogo sólido de controlo de armamento entre potências, alertam especialistas

Foto: Clayton Wear/AFP
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  • O tratado New Start fixa limites para armas estratégicas entre os EUA e a Rússia: até 1.550 ogivas nucleares prontas a usar, até 800 meios de entrega e até 700 ogivas implantadas.
  • O acordo foi iniciado em 2010, vigorou por dez anos com renovação por mais cinco, e a validade terminou ontem.
  • A China recusou aderir a um novo texto, dizendo que o seu arsenal não está ao mesmo nível do dos EUA e da Rússia; a França e o Reino Unido apresentaram argumentos semelhantes.
  • Sem o tratado ou perspetiva de substituição, especialistas defendem medidas de redução de riscos e alertam para a ausência de diálogo sobre controlo de armamentos.
  • O analista Nikolai Sokov, do Centro de Desarmamento e Não Proliferação de Viena, afirmou que não há diálogo sobre controlo de armamento.

O tratado New Start, principal instrumento de contenção das armas nucleares entre os Estados Unidos e a Rússia, chega ao fim da sua vigência. Assinado em 2010, o acordo limitava o contingente de ogivas estratégicas prontas a usar, bem como os meios de entrega e o número de ogivas implantadas.

O acordo previa limites de 1550 ogivas estratégicas, 800 veículos de entrega e 700 ogivas implantadas. A vigência inicial era de dez anos, com renovação automática por mais cinco. O prazo de validade terminou na última noite, sem indicação de extensão.

A China recusou-se a aderir a um novo texto, afirmando que o seu arsenal não está ao mesmo nível do dos EUA e da Rússia. França e Reino Unido também manifestaram posições semelhantes, o que complica qualquer acordo multilateral.

Desfecho e cenários

Sem o New Start, não existem mecanismos formais de monitorização e verificação entre as duas maiores potências nucleares. Especialistas apontam que, na ausência de um quadro de redução de riscos, a probabilidade de escalada aumenta.

Analistas destacam a ausência de diálogo específico sobre controlo de armamento, o que pode levar a um salto de medidas unilaterais ou a ações de reforço de arsenais. O cenário atual eleva a importância de canais diplomáticos contínuos entre as partes.

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