- Seguro tem 53,5% das intenções de voto e Ventura 28%, segundo a sondagem diária, com Ventura a descer 1,5 pontos percentuais no último dia.
- Seguro vence em todas as faixas etárias, regiões e classes sociais; é mais forte junto de eleitoras; Ventura destaca-se entre homens (33%) e no grupo 35 a 54 anos.
- Indecisos sobem para 8,9% e votos nulos/brancos para 9,6%; se a distribuição fosse igual, Seguro alcançaria 65,6% e Ventura 34,4%.
- Seguro é visto como o candidato mais bem preparado para crises e para defender o país, enquanto Ventura fica atrás na maioria das perguntas.
- A maioria dos portugueses considera negativa a atuação do Governo perante as tempestades; 91% apostam que Seguro vencerá no dia 8 de janeiro.
A sondagem diária da Pitagórica para o JN, TSF, TVI e CNN aponta António José Seguro à frente na reta final da campanha, com 53,5% das intenções de voto frente a 28% para André Ventura. A distância mantém-se elevada, mesmo com o líder do Chega a crescer entre eleitores de Cotrim Figueiredo, Marques Mendes e Gouveia e Melo.
A amostra da última sondagem corresponde ao período anterior ao 8 de janeiro, com a distância a aumentar não por grande progresso de Seguro, mas pela queda de Ventura em 1,5 pontos. O conjunto da campanha não alterou a tendência observada ao longo dos dias.
Ao longo de quase duas semanas, Seguro registou uma tendência descendente, caindo 7,4 pontos desde 26 de janeiro, enquanto Ventura não conseguiu passar a barreira dos 30%.
Seguro vencedor em todas as dimensões
As matemáticas da Pitagórica indicam que Seguro vence em todos os recortes demográficos: idade, região, classe social e género. Seguro apresenta maior força no eleitorado feminino, ao passo que Ventura alcança 33% entre homens, frente a 47,1% do socialista.
Na faixa etária, Seguro domina os mais velhos; Ventura concentra-se entre 35 e 54 anos. Regionalmente, o Norte é a fortaleza de Seguro (56,4% vs 27,9% de Ventura), enquanto no Sul e ilhas Ventura mantém 29,8%.
Nas classes sociais, Seguro lidera entre os mais ricos (60,1%), enquanto Ventura cresce entre os menos favorecidos (33% vs 49% de Seguro).
Dinâmica de voto e indecisos
Com Ventura a recuar e Seguro estável, os indecisos sobem para 8,9% e os votos nulos ou em branco chegam a 9,6%. Quem não sabe onde vai votar aumentou 1,1 p.p. Os indecisos predominam entre mulheres acima dos 35, residentes no Centro, Sul ou Ilhas, e da classe média.
Se se traduzissem indecisos e votos dispersos na mesma proporção, Seguro obteria 65,6% e Ventura 34,4%. A perceção de vitória de Seguro mantém-se alta, com 91% a preverem o triunfo.
Transferência de votos de eleitores de outros candidatos
O eleitorado de Cotrim Figueiredo, Gouveia e Melo e Marques Mendes mostrou deslocamentos ao longo da campanha. Inicialmente, muitos indicavam apoio a Seguro, mas parte desse voto transferiu-se para Ventura e para indecisos.
Entre os eleitores de Cotrim, a intenção de voto para Seguro caiu de 60% para 40%, com Ventura a receber o resto. Entre Gouveia e Melo, 18,5% permanecem indecisos. Marques Mendes também perdeu apoio para Ventura ao longo da campanha.
Preparação para situações de crise e avaliação do Governo
Seguro é visto como o mais preparado para responder a cenários de crise, com maior aceitação para lidar com falhas de serviços públicos (67%), coordenação de crises (64%) e inflação (68%). Ventura soma até 26%, salvo numa pergunta sobre pressão ao Governo, onde chega a 36%.
No conjunto, Seguro é considerado mais capaz de defender o país em crise económica internacional (67%) e de recuperar a confiança (68%). A reação a tempestades também recai maioritariamente sobre Seguro (46%).
Governo e perceção pública
A reação do Governo às tempestades é vista de forma negativa por 44% dos portugueses, enquanto apenas 24% a aprovam. Questionados se o Governo está a lidar pior ou igual a crises anteriores, 54% respondem que é semelhante, 19% dizem que é pior e 18% melhor.
Perspetiva sobre o dia da votação e metodologia
No dia anterior ao escrutínio, a sondagem pública mantém-se orientada para uma vitória de Seguro. O estudo diário da Pitagórica utilizou uma amostra de cerca de 600 inquiridos, com 3 dias de trabalho de campo para cada atualização, até 6 de fevereiro.
A ficha técnica detalha quotas geográficas, etárias e de género, com 95,5% de grau de confiança e margem de erro de ±4,06%. As entrevistas foram recolhidas por CATI, com 1225 tentativas para 608 entrevistas efetivas.
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