- Um setor da oposição venezuelana, ligado a Henrique Capriles, disse ter aceitado o convite do governo da presidente interina Delcy Rodríguez para iniciar um diálogo e abordar os problemas dos cidadãos.
- O anúncio foi feito num comunicado publicado pelo deputado Stalin González, chefe da bancada Liberdade, na rede social X.
- A oposição afirma que o diálogo não pode ser simbólico e que é preciso ouvir toda a sociedade para soluções duradouras.
- O grupo defende que a reconciliação exige mudanças concretas, regras claras e o fim de práticas de medo, perseguição e prisão política, citando a possível lei de amnistia.
- A iniciativa surge depois de Rodríguez ter pedido, a 23 de janeiro, um verdadeiro diálogo político com resultados concretos e imediatos, sem imposições externas.
O setor da oposição venezuelana aceitou hoje o convite do Governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, para iniciar um diálogo e abordar os problemas dos cidadãos. Henrique Capriles integra esse grupo que respondeu ao apelo governamental.
O grupo informa que decidiu participar com responsabilidade. A posição surge num momento em que a oposição promoveu o debate sobre uma Venezuela mais estável e governável, com foco na solução pacífica das diferenças.
Para os oposicionistas, o diálogo não pode ser simbólico. Consideram essencial ouvir toda a sociedade e chegar a acordos duradouros, sem imposições, para avançar na reconciliação nacional.
O texto divulgado pelo deputado Stalin González, chefe da bancada Liberdade, aponta que a convivência democrática exige respeito, pluralidade e o fim de práticas de perseguição e prisões políticas.
Entre as propostas, surge a ideia de uma lei de amnistia como ponto de partida para a reconciliação. O objetivo é permitir progressos concretos e restaurar a confiança entre as partes.
Contexto recente
No dia 23 de janeiro, Delcy Rodríguez pediu um diálogo político verdadeiro que envolvesse setores convergentes e divergentes e que resultasse em mudanças reais, sem imposições externas.
A presidente interina também destacou que o diálogo deve ter resultados concretos e imediatos, e que o processo seja conduzido de forma venezuelana, sem interferência externa de Washington, Bogotá ou Madrid.
Na passada sexta-feira, a líder anunciou a proposta de uma lei de amnistia para libertar presos políticos desde 1999, cobrindo governos do chavismo, ainda sem detalhes.
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