- O Governo interino da Venezuela reuniu-se com representantes da oposição para iniciar um diálogo político proposto pela presidente interina, Delcy Rodríguez.
- Parte da oposição aceitou o convite de Delcy Rodríguez, incluindo sete movimentos, entre eles União e Mudança, de Henrique Capriles.
- O objetivo da reunião foi consolidar uma agenda de trabalho para fortalecer a paz, a soberania e criar mecanismos de participação política com garantias.
- A oposição pediu respeito, pluralidade e o fim de práticas de intimidação, defendendo ainda uma lei de amnistia como passo inicial para a reconciliação nacional.
- A reunião não contou com a maior coligação oposicionista, liderada por María Corina Machado, que exige reconhecimento da vitória nas eleições de julho de 2024.
A Venezuela dá mais um passo no contexto político de diálogo entre o Governo e a oposição. Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, anunciou que membros do Governo interino reuniram-se com representantes de partidos da oposição para iniciar um processo de diálogo proposto pela presidente interina Delcy Rodríguez. O objetivo é desenhar uma agenda de trabalho comum.
A reunião visou consolidar uma agenda para a Comissão para a Coexistência Democrática e a Paz, com foco em fortalecer a paz e a soberania do país. Não foram adiantados pormenores sobre os conteúdos a serem tratados, mas ficou claro o objetivo de criar mecanismos de participação política com garantias para que qualquer cidadão possa envolver-se na política.
Participação da oposição
Parte da oposição venezuelana, incluindo Henrique Capriles, aceitou o convite de Delcy Rodríguez para iniciar o diálogo. Em comunicado divulgado por Stalin González, chefe da bancada Liberdade, a oposição afirmou que participa com responsabilidade, reconhecendo que a Venezuela se encontra ferida pela crise política. O grupo defende respeito, pluralidade e o fim de práticas que geram medo e perseguição.
O comunicado aponta ainda a necessidade de avanços concretos, incluindo uma possível lei de amnistia para libertar presos políticos desde 1999. A oposição afirmou que a convivência democrática depende de respeito mútuo e de soluções que promovam a reconciliação nacional.
Contexto de propostas
Delcy Rodríguez já tinha proposto, em 23 de janeiro, um verdadeiro diálogo político que envolvesse setores convergentes e divergentes, com resultados imediatos. A presidente interina pediu que o diálogo seja venezuelano, sem imposição de agendas externas. O anúncio ocorre sem detalhes sobre a participação da maior coligação oposicionista, liderada por María Corina Machado, que exige reconhece a vitória de Edmundo González Urrutia nas eleições de julho de 2024.
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