- Zelensky afirmou que uma nova troca de prisioneiros pode ocorrer num futuro próximo, após o primeiro dia de contactos trilaterais em Abu Dhabi entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos.
- As negociações, mediadas pelos Estados Unidos, arrancaram com as delegações a trabalhar em grupos separados por temas, seguidos de uma reunião conjunta de sincronização.
- Kiev mantém o objetivo de terminar a guerra e exige garantias de segurança reais para evitar nova invasão, apelando a pressões internacionais sobre o Kremlin.
- A Rússia disse que as portas para uma solução pacífica continuam abertas, mas que prosseguirá com a campanha militar até Kiev aceitar as exigências russas.
- Em Donetsk, os ataques russos em grande escala continuaram, com utilização de munições de fragmentação em um mercado, resultando em pelo menos sete mortos.
Volodymyr Zelensky declarou que espera novas trocas de prisioneiros com a Rússia, numa altura em que arrancaram negociações trilaterais sobre o fim do conflito em Abu Dhabi. O apelo coincidiu com o primeiro dia de contactos entre delegações de Kiev, Moscovo e Washington, sob mediação de autoridades dos EUA.
O Presidente ucraniano afirmou, na habitual leitura diária, que uma troca de prisioneiros pode ocorrer num futuro próximo, como um dos resultados concretos das negociações indiretas iniciadas ao longo de 2025. Zelensky reforçou a prioridade de repatriar os ucranianos detidos.
Apesar do otimismo sobre avanços, o objetivo de Kiev permanece o fim da guerra e a obtenção de garantias de segurança reais para evitar nova invasão. O líder apelou aos aliados para aumentarem a pressão sobre o Kremlin, para que aceite um acordo de paz.
Progresso, participantes e contexto
Rustem Umerov, chefe da delegação ucraniana, descreveu o trabalho como substantivo e produtivo, com foco em etapas concretas e decisões práticas. A reunião decorreu com as delegações separadas por temas, seguidas de uma sessão conjunta para sincronização.
A delegação russa é chefiada pelo almirante Igor Kostiukov, responsável pelo serviço de informações militares, que chegou a Abu Dhabi na véspera. O Kremlin reiterou que as portas para uma solução pacífica estão abertas, mas que a campanha militar prosseguirá se Kiev mantiver as exigências.
Os encontros desta semana acontecem depois de negociações anteriores, em janeiro, ainda sem avanços decisivos sobre o futuro das regiões de Donbass. Kiev exige garantias de segurança e rejeita o recuo russo das frentes, enquanto Moscovo sustenta posições próprias sobre a presença de forças e de influências externa.
Acordos entre Moscovo e Kiev, mediadas pelos Estados Unidos, tiveram início no fim de janeiro, com participação de representantes de Washington e convidados próximos a agendas de paz. Os contactos visam consolidar passos práticos para a desescalada e a eventual cessação do conflito.
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