- O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, critica a falta de comunicação sobre o mau tempo, dizendo que parece “país de faz de conta” e pede mais transparência nas informações e nas obras.
- Lopes lembra que, na pandemia de covid‑19, havia um briefing diário ao país; hoje afirma que essa comunicação não acontece.
- O centro de operações do município está nos Bombeiros Sapadores de Leiria, devido aos meios afetados pela depressão Kristin há cerca de uma semana.
- O mau tempo provocou dez mortes desde a semana passada: cinco associadas a Kristin e outras por quedas de telhados ou intoxicação por gerador; Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos mais afetados.
- O Governo declarou calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de apoio de até 2,5 mil milhões de euros; ainda não está claro se a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, está em Leiria para acompanhar os trabalhos.
O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, afirmou que o país parece estar numa situação de faz de conta devido à ausência de comunicação sobre o mau tempo. Em Leiria, ele denunciou a pouca informação que chega aos munícipes e pediu maior transparência no processo de recuperação.
Gonçalo Lopes fez as críticas hoje aos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde funciona o centro de operações municipal, instalado na sequência da depressão Kristin. O autarca disse que tem comunicado a pouca informação existente e que o cenário exige clareza.
O responsável social-democrata questionou se a crítica recai sobre o Governo, afirmando que a gravidade dos danos em Leiria exige comunicação credível sobre as reparações na rede. Também pediu mais responsabilização das entidades que gerem serviços públicos.
Para o autarca, a transparência passa por indicar o que está a ser feito, quais recursos estão disponíveis e quais progressos houve, como a reparação de uma torre de eletricidade, com o objetivo de criar confiança pública.
Apesar de reconhecer o esforço das empresas de serviços públicos, Gonçalo Lopes insistiu que é necessário prestar contas sobre as obras e os resultados. Alega que as informações não têm sido apresentadas de forma suficiente.
O presidente da Câmara admitiu ainda desconhecer a presença na região da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, para acompanhar a recuperação da rede elétrica. Disse que pode ter havido contactos, mas não houve confirmação.
Desde a semana passada, o mau tempo já fez 10 vítimas na região, segundo a Proteção Civil, com cinco mortes diretamente associadas à depressão Kristin. Registou-se ainda uma vítima na Marinha Grande, além de óbitos por quedas de telhados ou intoxicação por gerador.
As consequências do temporal incluem destruição de casas e empresas, queda de árvores, interrupções em estradas, linhas ferroviárias, escolas e serviços públicos, bem como cortes de energia, água e comunicações. Em termos de feridos e desalojados, os números são consideráveis.
O Governo declarou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um conjunto de medidas de apoio, estimadas em até 2,5 mil milhões de euros, para enfrentar os danos provocados pelo mau tempo em todo o território.
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