- O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, confirmou negociações nucleares com os EUA a decorrerem na sexta-feira em Mascate, Omã.
- O anúncio ocorre após a Casa Branca ter ameaçado com ataque à República Islâmica devido ao programa nuclear e à repressão de manifestantes.
- As negociações, lideradas pelo enviado dos EUA, Steve Witkoff, eram originalmente previstas para Istambul, com participação de outros dirigentes do Médio Oriente, e realizam-se agora em Omã.
- Washington quer incluir limitações ao programa de mísseis balísticos e ao apoio a grupos regionais, pedido rejeitado por Teerão.
- O Irão mantém que o seu programa de defesa é necesario e que as negociações têm fins pacíficos; anteriores rodadas em Mascate tinham sido interrompidas pelo conflito com Israel.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão confirmou negociações com os Estados Unidos, marcadas para sexta-feira em Mascate, Omã. O objetivo seria tratar do programa nuclear, entre outras questões regionais, no contexto de tensões entre as duas potências.
A imprensa iraniana já reportava que o encontro envolveria delegações de alto nível de ambos os lados, com apoio de mediadores regionais. O anúncio sucede a sinais de mudanças no formato das negociações, que terão de manter o foco no desarmamento nuclear.
As autoridades norte-americanas indicavam que, além de um acordo nuclear, as conversações deveriam abordar limitações ao programa de mísseis balísticos e ao apoio a grupos regionais como o Hezbollah, posições rejeitadas por Teerão.
O Irão tem defendido que o programa de defesa é essencial e que as negociações devem manter fins exclusivamente pacíficos para o programa nuclear. Balanço recente sugere que as conversas anteriores ocorreram em Mascate.
Entretanto, o Governo dos EUA tem mantido pressão, com declarações sobre a importância de alcançar um acordo, e com o reforço militar na região, incluindo a presença do porta-aviões Abraham Lincoln.
Paralelamente, avanças de órgãos internacionais apontam para um número elevado de mortos e detenções nos protestos antigovernamentais no Irão, com contestação de entidades de direitos humanos sobre a contabilidade oficial.
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