Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Jaime Reis Macedo, preso político luso-descendente, libertado na Venezuela

Portugal celebra a libertação de Jaime Reis Macedo na Venezuela, reiterando o compromisso com a liberdade de presos políticos e os direitos humanos

Vigília pela libertação de presos políticos na Venezuela
0:00
Carregando...
0:00
  • O Governo português celebrou a libertação de Jaime Reis Macedo, luso-descendente detido na Venezuela desde 18 de julho de 2025.
  • O Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que Portugal mantém o compromisso com a liberdade de presos políticos e direitos humanos, manifestando solidariedade a Macedo e à sua família.
  • Macedo foi acusado de incitamento ao ódio e associação por delinquir; o MNE indicou que não teria atividade política, e que o caso estaria relacionado com laços familiares a dois ativistas de direitos humanos opositores do regime de Nicolás Maduro.
  • No mesmo processo, foi libertado a 1 de fevereiro o médico Pedro Javier Rodriguez, de 43 anos, que permaneceu três meses detido por atividade oposicionista nas redes sociais; a Madeira expressou expectativa de ver discutida uma proposta de amnistia anunciada pela Presidente interina Delcy Rodríguez.
  • A Madeira relembrou ainda outros madeirenses/luso-descendentes detidos, em contexto de redução de casos na Venezuela, onde ONG indicam hoje haver cerca de setecentos e onze presos políticos, incluindo sessenta e cinco estrangeiros.

Jaime Reis Macedo, luso-descendente, foi libertado na Venezuela, onde estava detido desde 18 de julho de 2025. O Governo de Portugal confirmou a libertação e expressou solidariedade à família, mantendo o compromisso com a liberdade de presos políticos e direitos humanos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) indicou ao Público que a detenção ocorreu por alegadas infrações de incitamento ao ódio e associação por delinquir. O caso ligava o suspeito a dois ativistas de direitos humanos e opositores do regime de Nicolás Maduro.

No início de fevereiro, o MNE anunciou também a libertação de Pedro Javier Rodriguez, médico de 43 anos com ascendência madeirense, que ficou detido três meses por atividade oposicionista nas redes sociais. A Madeira saudou a decisão e mencionou a proposta de amnistia para presos desde 1999.

Carla da Silva, libertada a 26 de janeiro, já soma cinco anos de prisão. Com estas libertações, Jaime Macedo tornou-se o terceiro lusodescendente libertado desde o ataque à Venezuela pelos EUA. Em janeiro, o embaixador foi citado entre nove presos políticos lusovenezuelanos, com quatro acusados de crimes comuns.

O Governo da Madeira ressalvou que, além de Macedo, permanecem detidos outros madeirenses ou com ligações à região, como Juan Francisco Rodríguez dos Ramos e Fernando Venâncio Martínez, cuja situação continua sob observação.

Segundo a ONG Foro Penal, na Venezuela existem pelo menos 711 presos políticos, incluindo 65 estrangeiros. O Governo venezuelano prometeu libertações para janeiro, mas a libertação tem ocorrido de forma irregular e esporádica.

A Foro Penal reportou 418 libertações desde dezembro, sendo 303 após 8 de janeiro. ONG confirmam que muitos libertados continuam sob condições restritivas, com obrigatoriedade de comparecimento periódico perante tribunais e imposição de restrições de viagem.

Martha Tineo, coordenadora da Justiça, Encontro e Perdão, afirmou que presos libertados recentemente enfrentam limitações como proibição de deixar o país e de falar com a imprensa, além de audiências contínuas nos tribunais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais