- A Iniciativa Liberal afirmou ter recebido duas queixas desde 2017, nenhuma dirigida a Cotrim de Figueiredo.
- A primeira queixa levou a um processo formal que foi arquivado; a segunda não apresentava factos nem evidências, e houve uma averiguação independente que concluiu não haver veracidade.
- A IL não especificou os anos nem a natureza das queixas e não comentou mais quando contactada pela Lusa.
- O partido nomeou o advogado Paulo Saragoça da Matta para representar a IL em eventuais ações judiciais.
- Durante a campanha presidencial de 18 de janeiro, uma ex-assessora da IL acusou Cotrim de Figueiredo de assédio em publicação privada; ele negou e disse que iria avançar para tribunal, enquanto a dirigente Mariana Leitão afirmou não ter conhecimento dos factos na altura.
A Iniciativa Liberal (IL) afirmou, num comunicado publicado hoje, que recebeu apenas duas queixas desde a sua fundação em 2017, e que nenhuma delas visou o eurodeputado e ex-candidato presidencial Cotrim de Figueiredo. A IL assegura que não houve qualquer insinuação, relato, queixa ou denúncia contra ele.
A primeira queixa gerou um processo formal que seguiu os trâmites legais e internos, tendo sido arquivado. A segunda não identificava factos nem evidências e a IL envidou esforços para que fosse desenvolvida, sem obter resposta da autora.
Apesar disso, a IL pediu uma averiguação independente com suporte jurídico externo, que analisou toda a informação disponível e concluiu não haver evidências da veracidade da situação relatada. Não foram especificados os anos a que as queixas se referem nem a natureza das mesmas.
A instituição também revelou que, após ser alvo de suspeitas, nomeou o advogado Paulo Saragoça da Matta para representar a IL em eventuais ações judiciais. Não houve confirmação oficial sobre contactos diretos com o advogado pela Lusa.
Durante as eleições presidenciais em que Cotrim de Figueiredo era candidato apoiado pela IL, uma ex-assessora parlamentar da IL alegou ter sido assediada sexualmente pelo candidato, em publicação privada na rede social. O ex-candidato negou e anunciou que iria para tribunal.
Posteriormente, a ex-assessora parlamentar informou que os factos foram reportados em sede interna em 2023. Na altura, Cotrim de Figueiredo e a presidente da IL, Mariana Leitão, disseram não ter conhecimento de tais informações.
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