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Guiné-Bissau: só em golpes de Estado é que tudo avança rapidamente

CNT aprova lei-quadro que obriga PAIGC a mudar bandeira e extingue partidos com menos de cinco por cento; líder do PAIGC em detenção domiciliária

O Presidente da transição na Guiné-Bissau, Horta Inta-a foi promovido a general de divisão num decreto assinado por ele próprio
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  • O Conselho Nacional de Transição (CNT) na Guiné-Bissau aprovou uma nova lei-quadro dos partidos políticos.
  • A norma pretende obrigar o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) a mudar a bandeira.
  • A lei prevê ainda extinguir os partidos que não atinjam cinco por cento dos votos nas eleições legislativas.
  • O líder do PAIGC encontra-se em prisão domiciliária e não pode falar à imprensa.
  • O CNT é o órgão criado pelos militares golpistas para substituir o Parlamento suspenso.

O Conselho Nacional de Transição (CNT) da Guiné-Bissau aprovou uma nova lei-quadro dos partidos políticos. A medida surge no contexto do regime militar que substituiu o Parlamento suspenso.

A norma pretende obrigar o PAIGC a alterar a sua bandeira e eliminar partidos que não atinjam 5% dos votos nas eleições legislativas. O objetivo oficial é reformar o sistema partidário, segundo o CNT.

O líder do PAIGC encontra-se em prisão domiciliária, sem possibilidade de falar com a imprensa. A situação tem gerado controvérsia dentro da própria oposição e entre organizações da sociedade civil.

O CNT é o organismo que gere o poder desde o golpe que derrubou o governo eleito. As decisões são apresentadas como parte de uma reordenação política em território guineense. A comunidade internacional tem acompanhado o desdobrar dos acontecimentos.

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