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Autarca de Leiria diz que país parece de faz de conta

Autarca de Leiria denuncia falta de comunicação e exige escrutínio às redes de água e energia, em meio a calamidade que abrange 68 concelhos e pacote de apoio de até 2,5 mil milhões

Gonçalo Lopes reforçou a necessidade de aumentar o número de pessoas no terreno
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  • O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, afirmou que parece “um país de faz de conta” pela falta de comunicação sobre as reparações da rede após a depressão Kristin, defendendo mais transparência.
  • Lopes pediu que quem gere as redes públicas de água e energia preste contas e que haja comunicação credível sobre a evolução das obras.
  • Para já, segundo o autarca, a transparência passa por indicar o que está a ser feito, os meios disponíveis e os progressos diários, de forma a criar confiança.
  • O município instalou o centro de operações nos Bombeiros Sapadores de Leiria para coordenar a recuperação; o autarca disse não ter conhecimento da presença da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, na cidade.
  • O mau tempo deixou dez mortos, com cinco vítimas diretamente associadas à depressão Kristin, mais uma na Marinha Grande e quatro por quedas de telhados ou intoxicação por gerador; há danos profundos em Leiria, Coimbra e Santarém, e o Governo declarou calamidade até domingo para 68 concelhos, com apoio de até 2,5 mil milhões de euros.

O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, afirmou que a percepção é de que se vive num “país de faz de conta” devido à pouca comunicação sobre a recuperação. O autarca criticou a falta de clareza dos dados disponíveis.

Falando aos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde funciona o centro de operações, o autarca disse que o processo de reconstrução deve ser mais transparente e que o fornecimento de informação precisa de melhoria constante.

Questionado se a crítica se dirige ao Governo, Lopes afirmou que é grave não haver uma comunicação credível sobre a evolução das reparações na rede. Pediu escrutínio também para as entidades nacionais responsáveis.

A depressão Kristin causou avarias significativas no concelho. Lopes revelou que ainda não há resposta concreta em termos de prazos ou meios para as obras de recuperação. Parte da energia e da água permanece condicionada.

Segundo o presidente, as empresas que asseguram serviços públicos estão a envidar esforços, mas é necessário que haja prestação de contas sobre as ações e os recursos usados. A transparência é essencial para ganhar confiança.

O autarca admitiu não ter conhecimento de eventual presença da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em Leiria para acompanhar as obras. A visita pode ter acontecido sem aviso, disse.

Dez pessoas morreram desde o início do mau tempo. Cinco mortes estão diretamente associadas à depressão Kristin. A Câmara da Marinha Grande confirmou mais uma vítima, somando-se a quatro óbitos por quedas de telhados ou por intoxicação com gerador.

Entre os estragos, destacam-se destruição de habitações, quedas de árvores, condicionamentos de vias, interrupção de transportes e cortes de energia, água e comunicações. Distritos de Leiria, Coimbra e Santarém foram os mais afetados.

O Governo declarou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de apoio de até 2,5 mil milhões de euros, para enfrentar danos e facilitar reconstrução.

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