- Passou um mês desde o afastamento de Nicolás Maduro, com a Venezuela em calma mas a população entre esperança e temor face ao futuro político e económico.
- O construtor civil de 60 anos diz que a mudança exige ponderação e cautela, lembrando episódios como o Caracazo, que deixou mais de 270 mortos.
- Maria Eugenia Pérez, concierge de 45, recorda o zumbido dos helicópteros dos Estados Unidos sobre Caracas na noite de Ano Novo.
- Andreína Marquéz, contabilista de 41, mantém a crença de que algo pode melhorar, destacando a amnistia para presos políticos como avanço, desde que haja justiça.
- Delcy Rodríguez, dirigente do governo, assumiu a presidência interina com apoio das Forças Armadas; Maduro e a mulher falaram no tribunal de Nova Iorque, com a próxima audiência a 17 de março.
Em menos de um mês desde o afastamento de Nicolás Maduro, a Venezuela vive entre esperança e temor. Caracas permanece calma, mas a população pergunta-se como será a recuperação económica e política no imediato.
Carlos Martínez, construtor de 60 anos, diz que a situação exige prudência. Recorda episódios de crise anteriores, como o Caracazo, e alerta para que mudanças abruptas geram ansiedade e tensões que requerem esforço coletivo para evitar violência.
Maria Eugenia Pérez, concierge de 45 anos, ainda se arrepia ao recordar o ruído dos helicópteros norte-americanos em 3 de janeiro sobre Caracas. Ela sublinha a necessidade de estabilidade política e de eleições livres.
Andreína Marquéz, contabilista de 41 anos, permanece descrente quanto a desfechos, mas acredita que algo poderá melhorar. A amnistia para presos políticos surge como sinal de abertura, ainda que exija justiça.
Eduardo Yepez, empregado de mesa de 50 anos, relata que clientes discutem a instabilidade, muitos evitam posições políticas. Alguns comentam que uma mudança é necessária, mas a economia não mostra sinais de recuperação.
Contexto político e económico
Delcy Rodríguez, hoje presidente interina com apoio das Forças Armadas, dirige o país durante a transição. Maduro e a mulher respondeu a acusações nos Estados Unidos, em Nova Iorque, envolvendo tráfico de drogas e branqueamento de capitais, declarando inocência. A próxima audiência está marcada para 17 de março.
As autoridades norte-americanas afirmam que o objetivo é facilitar a transição de poder. No terreno, a população aguarda por consequências estáveis, com cautela quanto a possíveis repercussões sociais.
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