- A direção do PAIGC acusou o grupo de dirigentes que pede o afastamento de Domingos Simões Pereira de tentar assaltar o partido.
- Esse grupo defendia uma direção de transição, alegando que Simões Pereira não tem condições para liderar devido à prisão domiciliária.
- O PAIGC afirma que o grupo serve interesses de terceiros e tem como objetivo destabilizar o partido, incluindo invasões de sedes.
- A situação acontece num contexto político marcado pelo processo eleitoral de novembro de dois mil e vinte e cinco, interrompido pelo golpe militar a 26 de novembro, que levou à detenção de Simões Pereira.
- Os militares criaram um Conselho Nacional de Transição, o período de transição deverá durar doze meses, com eleições marcadas para 6 de dezembro.
A direção do PAIGC acusou hoje um grupo de dirigentes que pediu o afastamento de Domingos Simões Pereira de querer assaltar o partido, segundo comunicado divulgado nos canais oficiais. O ataque ocorre num contexto interno próximo de um processo eleitoral.
O grupo de reflexão, que defendia uma direção de transição a 30 de janeiro, alegou que Simões Pereira não tem condições para liderar por se encontrar em prisão domiciliária. O PAIGC rejeita a posição e acusa o grupo de destabilizar a formação.
A direção afirma que o grupo é conhecido por agir para servir mandantes externos, num alegado enquadre de ataques ao partido encomendados pelo regime instalado desde 2019. Assinala ainda invasões às sedes e hostilidade reiterada.
Contexto institucional
O PAIGC descreve o grupo como disfarçado de militantes, alegando que pretende afastar o partido do pleito. O assunto surge após a exclusão de candidaturas no processo eleitoral de novembro de 2025, envolvendo Simões Pereira e a coligação liderada pelo PAIGC.
O escrutínio eleitoral foi interrompido pelo golpe militar de 26 de novembro de 2025. O presidente cessante foi deposto, Simões Pereira ficou detido e libertado a 30 de janeiro, estando em prisão domiciliária desde então.
O grupo de dirigentes já havia defendido uma direção de transição até ao congresso de novembro, afirmando que o líder não poderia continuar à frente do partido. O PAIGC sustenta que os estatutos estão a ser observados, mesmo com as sedes encerradas.
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