- Saif al-Islam Khadafi, 53 anos, foi morto na Líbia, segundo a sua equipa política; as circunstâncias continuam por esclarecer.
- Houve relatos contraditórios sobre o local: Zintan, no oeste, ou perto da fronteira com Argélia.
- Era visto como o “número dois” do pai, Muammar al-Khadafi, tendo participado na repressão durante a guerra civil líbia.
- Em 2011, o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de captura por crimes de guerra; foi capturado em Zintan e, em Tripoli, em 2015, foi condenado à morte.
- Foi libertado em 2017 por decisão de amnistia geral, num cenário de tensão entre autoridades de Zintan e o governo de Tripoli.
Saif al-Islam Khadafi, filho do ex-dittador Muammar al-Khadafi, morreu esta terça-feira na Líbia aos 53 anos, segundo a sua equipa política, citada pela agência nacional do país. A confirmação veio pouco depois da divulgação de informações contraditórias sobre o local e as circunstâncias da morte.
Ainda não estão claros os contornos do sucedido. A irmã de Saif afirmou à BBC que o corpo foi encontrado perto da fronteira com Argélia. A Al Jazeera informou que o filho de Muammar Khadafi terá sido baleado na cidade de Zintan, onde residia, e que o advogado dele disse à AFP que uma unidade de quatro comandos o assassinou em casa.
Contexto histórico
Apesar de nunca ter ocupado funções oficiais, Saif era visto como o segundo homem mais influente do regime. Trabalhava para uma imagem de reforma internacional, tendo negociado compensações pelas vítimas do atentado de Lockerbie. Contudo, durante a Guerra Civil Liban já alinhou com o regime de seu pai, prometendo lutar na Líbia.
A Reuters sublinha que Saif era visto como a cara aceitável e amigável do Ocidente na Líbia, o que contrapunha a postura do regime durante o conflito. Durante oLevantar-se contra o regime, participou na repressão aos rebeldes, segundo a agência.
Processos e desfecho judicial
Em 2011, o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de captura por crimes de guerra. Foi preso em outubro de 2011 em Zintan, enquanto tentava fugir à derrota do regime. Não foi extraditado para Haia; o julgamento ocorreu num tribunal líbio, com condenação à morte em 2015, em Tripoli.
A violência entre milícias e autoridades em Zintan, que detinham Saif, e o governo de Trípoli impediu a entrega para julgamento. Em 2017, Saif foi libertado por uma lei de amnistia geral.
Entre na conversa da comunidade