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Letónia e Lituânia investigam cidadãos citados no caso Epstein

Letónia, Lituânia e Estónia investigam potenciais crimes de indivíduos associados a Epstein, com cooperação internacional e avaliação de provas

Letónia e Lituânia investigam cidadãos mencionados no caso Epstein
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  • Letónia, Lituânia e Estónia iniciaram investigações sobre possíveis crimes de cidadãos, organizações e empresas mencionados nos ficheiros de Jeffrey Epstein, conforme divulgado recentemente.
  • A Letónia aparece 507 vezes, a Lituânia 1.216 vezes e a Estónia 234 vezes nos documentos. As autoridades estudam se é necessário solicitar assistência aos EUA.
  • Na Letónia, há referências a ligações com modelos letãos, incluindo um e-mail que elogia a beleza das modelos; alguns contactos teriam ocorrido por meio de uma agência de modelos.
  • Em Lituânia, o procurador-geral indicou que existe uma investigação preliminar para avaliar crimes de tráfico humano, com coordenação entre a polícia e o Ministério Público; pode haver pedidos de cooperação internacional.
  • Na Polónia, foi criada uma equipa de trabalho para monitorizar o alcance da rede; o primeiro-ministro Donald Tusk disse que, se necessário, Varsóvia pedirá aos EUA acesso a ficheiros não tornados públicos que possam envolver polacos.

As autoridades da Letónia e da Lituânia abriram investigações sobre potenciais ligações de cidadãos, empresas e organizações dos dois países aos ficheiros do condenado Jeffrey Epstein. O objetivo é avaliar possíveis crimes associados às informações divulgadas pelo caso Epstein.

Na Letónia, a polícia iniciou o processo de investigação, com a Procuradoria a coordenar e a apoiar a recolha de dados. Várias entidades letãs podem ser alvo, à medida que se analisa a conexão com Epstein nos ficheiros.

Na Lituânia, a Procuradoria-Geral anunciou o arranque de uma investigação em conjunto com a polícia, para apurar possíveis crimes de tráfico humano com base nos dados públicos relacionados com o país. Está ainda em avaliação a necessidade de assistência internacional.

O país báltico aparece repetidamente nos documentos: a Letónia surge 507 vezes, a Lituânia 1 216 e a Estónia 234. A análise inicial também envolve o contacto com autoridades dos EUA para informações adicionais.

Entre os casos mencionados, destaca-se Valdas Petreikis, empresário lituano que encerrou atividades de organização de eventos após surgir ligado a Epstein. Petreikis nega conhecimento de crimes na altura dos pagamentos, entre 2017 e 2018.

Na Letónia, relatórios indicam ligações entre pessoas associadas a Epstein e modelos letãs, com referências a uma agência de modelos. Existem indícios de que Epstein possa ter visitado a Letónia por volta de 2009.

Em Estónia, a comunicação pública referiu uma alegada referência a um Primeiro-Ministro estoniano num email de 2014. O Primeiro-Ministro Taavi Roivas negou qualquer contacto com Epstein ou conhecimento da fotografia.

Na Polónia, o Governo anunciou a criação de uma task-force para mapear a extensão da rede. O primeiro-ministro Donald Tusk indicou que, se necessário, Varsóvia poderá solicitar aos EUA acesso a ficheiros não publicados ligados a potenciais vítimas polacas.

Epstein foi encontrado morto em 2019 numa prisão federal de Nova Iorque, enquanto aguardava julgamento por acusações de exploração sexual. As investigações em vários Estados-maros continuam com foco em ligações internacionais.

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