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França fixa cinco anos de inibição de cargos para Le Pen com aplicação suspensa

Promotores solicitam, em segunda instância, a confirmação da inibição de cinco anos de cargos públicos para Marine Le Pen, sem aplicação imediata

Pedidos em França cinco anos de inibição do exercício de cargos públicos para Le Pen sem aplicação imediata
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  • O Ministério Público francês pediu, em segunda instância, a confirmação da condenação de Marine Le Pen a cinco anos de inibição de cargos públicos, sem aplicação imediata.
  • Foi ainda requerida uma pena de quatro anos de prisão, com apenas um ano efetivo e monitorização electrónica, além de uma multa de cem mil euros, no recurso em Paris relacionado com o caso dos assistentes dos eurodeputados da Frente Nacional, hoje União Nacional (RN).
  • A condenação em primeira instância ocorreu em março de 2025, envolvendo Le Pen e outras dez pessoas ligadas ao RN, por desvio de fundos do Parlamento Europeu.
  • O esquema consistiria em utilizar fundos destinados a assistentes parlamentares para financiar o parque político do partido, causando prejuízo superior a quatro milhões de euros ao Parlamento Europeu.
  • Le Pen afirmou ter agido de boa-fé e que os atos foram involuntários, defendendo que não houve intenção de criar um sistema de financiamento ilegal.

Os procuradores franceses anunciaram a apresentação de recurso em segunda instância para Marine Le Pen, líder da antiga Frente Nacional, visando confirmar a inibição de cinco anos de exercer cargos públicos, mas sem aplicação imediata. O Ministério Público pediu também uma pena de quatro anos de prisão, com apenas um ano efetivo, monitorização eletrónica, e uma coima de 100 mil euros, no âmbito do caso dos assistentes dos eurodeputados.

A ação envolve Le Pen e mais cerca de 10 pessoas ligadas ao seu partido, agora denominado União Nacional. A condenação ocorreu em primeira instância, em março de 2025, por desvio de fundos comunitários ao ter utilizado assistentes parlamentares para trabalharem para o partido em vez de no Parlamento Europeu.

O recurso decorre em Paris, após a leitura da acusação que sustenta uma organização que visava financiar o partido com fundos do Parlamento Europeu. Os procuradores destacaram que o Parlamento Europeu é financiado por fundos públicos dos 27 Estados membros, incluindo França, e que o esquema violou normas de honestidade institucional.

Contexto do recurso e próximos passos

Le Pen contestou a prática, alegando desconhecimento e boa-fé, e deixou o tribunal sem declarações. A decisão de segunda instância está prevista para este verão e pode manter ou reverter a inibição, dependendo do veredito.

Os advogados de defesa argumentam que não houve intenção de financiar ilegalmente o partido com fundos europeus, sustentando atos involuntários. O caso envolve ainda várias figuras próximas do RN, metade das quais já eram condenadas em primeira instância.

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