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PPM critica inadimplemento da lei de continuidade territorial em regiões autónomas

PPM Madeira acusa o Governo central de não cumprir a lei da continuidade territorial, defendendo igualdade de mobilidade entre ilhas e continente e sugerindo linha de ferry

PPM critica incumprimento da lei da continuidade territorial nas Regiões Autónomas
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  • O PPM Madeira critica o Governo central por não atuar conforme a Lei Orgânica n.º 2/2013 e o Estatuto Político-Administrativo dos Açores e da Madeira, para reduzir desigualdades provocadas pela insularidade.
  • O partido sustenta que as normas devem garantir igualdade de direitos e de custos, incluindo a mobilidade dos residentes das ilhas, conforme a Constituição.
  • O PPM afirma que a linha Bragança–Algarve recebe cerca de 13 milhões de euros em subsídio, enquanto aos residentes das ilhas se exige a inexistência de dívidas fiscais ou à Segurança Social para terem apoios de mobilidade, o que qualificam de discriminatório.
  • Alertam que a privatização da única companhia aérea de bandeira pode dificultar acordos de subsídio de mobilidade para as regiões autónomas, sugerindo uma linha de ferry entre o continente, Madeira, Porto Santo e Açores e possível ligação às Ilhas Canárias.
  • O coordenador do PPM Madeira, Paulo Brito, afirma que lançar um concurso para uma linha ferry facilitaria a mobilidade dos residentes e cumpriria a lei da continuidade territorial.

O Partido Popular Monárquico (PPM) da Madeira acusa o Governo central de não atuar em conformidade com a Lei Orgânica n.º 2/2013 e com o Estatuto Político-Administrativo dos Açores e da Madeira. A legislação visa corrigir desigualdades provocadas pela insularidade e pelo afastamento das regiões ultraperiféricas do continente.

Para o PPM, estas normas obrigam o Estado a assegurar igualdade de direitos e custos, especialmente na mobilidade dos residentes das ilhas. Alega que a Constituição garante, aos habitantes das regiões autónomas, a mesma liberdade de deslocação que aos cidadãos do continente.

Em comunicado enviado às redacções, o partido critica que a linha aérea Bragança-Algarve recebe perto de 13 milhões de euros em subsídios, enquanto os residentes das ilhas são condicionados por dívidas fiscais ou à Segurança Social para aceder a apoios de mobilidade, o que consideram discriminatório.

Propostas do PPM

O PPM sustenta que a privatização da única companhia aérea de bandeira pode complicar acordos de subsídio de mobilidade para as regiões autónomas. Propõe, em alternativa, uma linha de ferry entre o continente e a Madeira, Porto Santo e Açores, com possível ligação às Ilhas Canárias, mediante acordo com o Governo de Espanha.

O partido recorda que um armador operou entre 2006 e 2011 a rota Canarias–Madeira–Portimão, transportando passageiros e carga de forma regular. Paulo Brito, coordenador do PPM Madeira, afirma que o lançamento de um concurso para uma linha ferry facilitaria a mobilidade e cumpriria a lei da continuidade territorial.

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