- O Chega apresentou um projecto na Assembleia da República que prevê um concurso público internacional para criar uma ligação marítima regular de passageiros e carga rodada entre a Madeira e o continente.
- A ideia surge para enfrentar a insularidade e reduzir constrangimentos na mobilidade, na competitividade económica e no acesso a bens e serviços.
- Recorda-se que, desde a suspensão em 2012 da ligação Funchal-Portimão, a Madeira ficou sem uma alternativa estável ao transporte aéreo, agravando o isolamento logístico.
- O Chega alerta que a verba do Orçamento de Estado para 2025 não garante execução e exige ação efetiva do Governo da República para lançar já o concurso internacional.
- O deputado Francisco Gomes afirma que a ligação marítima é uma obrigação do Estado para com os madeirenses, destinada a reduzir custos logísticos e reforçar a coesão regional, mediante critérios de regularidade, fiabilidade e acessibilidade.
O grupo parlamentar do Chega na Assembleia da República apresentou um projecto para lançar um concurso público internacional destinado à criação de uma ligação marítima regular de passageiros e carga rodada entre a Região Autónoma da Madeira e o continente.
A iniciativa sublinha que a insularidade impõe constrangimentos permanentes à mobilidade, à competitividade económica e ao acesso a bens e serviços. Para o Chega, a continuidade territorial é uma obrigação constitucional que requer soluções fiáveis e duradouras, com a ligação marítima a ter papel central.
Contexto histórico e ambição do projecto
O documento recorda a suspensão, em 2012, da operação marítima regular entre Funchal e Portimão, deixando a região sem alternativa estável ao transporte aéreo. O Chega nota ainda que o Orçamento do Estado para 2025 prevê diligências para uma ligação por ferry, mas alerta que esse impulso pode não ser suficiente sem execução efetiva.
Detalhes da proposta e critérios
A proposta recomenda que o concurso assegure regularidade, fiabilidade e acessibilidade, abrangendo passageiros e carga rodada, com critérios operacionais e compensações que garantam sustentabilidade a longo prazo e adaptabilidade à Madeira.
declaração de compromisso parlamentar
Para o deputado madeirense Francisco Gomes, a ligação marítima não é um capricho, mas uma obrigação estatal para com os residentes da região. O parlamento observa que tratar a ligação como estruturante visa reduzir custos logísticos, fortalecer a resiliência económica regional e reforçar a integração nacional.
Desfecho e apelo à actuação governamental
O Chega afirma que, sem ferry regular, a coesão e a continuidade territorial ficam comprometidas. O grupo exige que o governo da República passe daquilo que considera promessas para atos concretos e lance já o concurso internacional.
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