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Bloco de Esquerda critica gastos em golfe e defende mais habitação na Madeira

BE critica gasto público em campo de golfe na Madeira e pede mais habitação, apontando os 50 milhões do projeto da Ponta do Pargo

Bloco de Esquerda critica gastos em campo de golfe e apela a mais habitação na Madeira
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  • O Bloco de Esquerda, representado por Diogo Teixeira, criticou o custo de um campo de golfe na Madeira e pediu mais habitação na região, que enfrenta uma crise habitacional.
  • Teixeira questionou a “dualidade de critérios” no uso de fundos públicos, apontando que se diz não haver dinheiro para habitação, mas existem dezenas de milhões para campos de golfe.
  • O político referiu-se ao projeto da Ponta do Pargo, cujo custo inicial era de 20 milhões de euros e, segundo notícias, já pode ter atingido 50 milhões.
  • Em contraste, mencionou que apartamentos construídos com cerca de 3 milhões de euros permitiram 33 habitações, questionando quantos seriam feitos com os 50 milhões investidos no campo de golfe.
  • O BE defende habitação adicional em toda a ilha, limitação das rendas, reabilitação de bairros degradados e mais fiscalização ao alojamento local, criticando o uso de fundos públicos para golfe.

O Bloco de Esquerda criticou os gastos com o campo de golfe da Ponta do Pargo, na Madeira, e pediu maior foco na habitação na região. A crítica veio de Diogo Teixeira, dirigente regional do BE, durante uma iniciativa do partido na Nazaré realizada neste sábado.

Teixeira afirmou haver uma dualidade de critérios no uso de fundos públicos. Segundo ele, não há dinheiro suficiente para habitação ou apoio às pessoas, mas existem milhões de euros para campos de golfe. Referiu specificamente ao projeto da Ponta do Pargo, cujo custo inicial era de 20 milhões de euros e, segundo notícias, já terá atingido 50 milhões.

O dirigente questionou quem na Madeira realmente beneficia com estes campos. Defendeu que os recursos não deveriam financiar campos de golfe com financiamento público, sugerindo que esse dinheiro poderia construir casas ou financiar apoios à renda.

Habitação como alternativa

O BE propõe investimento público focado na habitação em toda a ilha, incluindo Porto Santo, com limitação de rendas e reabilitação de bairros degradados. Pontuou casos de rendas elevadas para alojamento local que obrigam moradores a buscar soluções como casa de familiares ou quartos de amigos.

Diogo Teixeira destacou que o dinheiro utilizado no campo de golfe não deve sair dos cofres dos contribuintes madeirenses. Reforçou a necessidade de respostas habitacionais, especialmente para quem enfrenta dificuldades com rendas e falta de alojamento estável.

A posição do BE mantém o foco na prioridade de habitação face a investimentos considerados inadequados para a população, defendendo que os fundos públicos devem apoiar a construção de casas e a estabilidade habitacional.

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