- A Venezuela expressou solidariedade a Cuba e rejeitou o decreto dos EUA que permite aplicar direitos aduaneiros a países que vendam petróleo a Havana.
- O governo venezuelano afirmou rejeitar o decreto presidencial dos Estados Unidos, que visa impor medidas punitivas a quem manter relações comerciais com Cuba.
- O chefe de Estado cubano, Miguel Díaz-Canel, qualificou a medida como conspiração fascista, criminosa e genocida, classificada por Washington como uma ameaça à segurança e à política externa dos EUA.
- Havana classificou o decreto como um ato brutal de agressão, denunciando o bloqueio económico norte-americano que já dura há mais de 65 anos.
- No início do mês, após a captura de Nicolás Maduro em Caracas, Trump colocou sob controlo norte-americano o setor petrolífero da Venezuela, principal fornecedora de petróleo a Cuba, que enfrenta há anos carências de combustível.
A Venezuela expressou hoje solidariedade a Cuba e rejeitou o decreto dos EUA que permite aplicar direitos aduaneiros a países que vendem petróleo a Havana. A posição foi anunciada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Caracas, em comunicado oficial. A declaração sucede à assinatura do decreto pelo presidente norte-americano.
O diploma concedido por Washington autoriza, de forma não especificada, a imposição de tarifas a países que mantenham relações comerciais com Cuba. A medida surge no contexto de tensões entre os dois países e de políticas de hostilidade ao regime cubano.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, denunciou a iniciativa como uma agressão de caráter fascista e genocida, segundo a agência AFP, destacando que o regime tem sido alvo de um embargo económico prolongado desde 1962. Críticas também chegaram de Havana à ação americana.
No passado mês, após o que foi reportado como captura do ex-presidente Nicolás Maduro em Caracas, Donald Trump teria ameaçado Cuba sem detalhar um possível acordo. A Turbulência política gerou novo foco de atenção sobre as relações entre EUA, Venezuela e Cuba.
Historicamente, após esse período, Washington passou a controlar parte do setor petrolífero venezuelano, que tem sido fornecedor-chave de petróleo a Cuba, aliado próximo de Caracas. Cuba enfrenta carências de combustível que afetam, entre outros setores, a produção de eletricidade.
O embargo norte-americano persiste há décadas e, segundo informações oficiais cubanas, tem contribuído para situações de abastecimento difíceis. A Venezuela reiterou apoio ao povo cubano e à manutenção de relações comerciais com Cuba.
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