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UE quer tecnologia criada na Europa

UE busca soberania tecnológica para reduzir dependência externa; França proíbe Google Meet, Teams e Zoom na função pública até 2027, adotando Visio

Parlamento Europeu em Estrasburgo
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  • A Comissão Europeia pretende reduzir a dependência de tecnologias da China, dos Estados Unidos e da Rússia, promovendo o desenvolvimento de tecnologia criada na Europa.
  • O Parlamento Europeu analisou um relatório sobre o Escudo Europeu da Democracia, defendendo maior apoio financeiro à sociedade civil, combate à desinformação e reforço da tecnologia europeia.
  • Propõe-se a criação de um Centro Europeu para a Resiliência Democrática, com mandato claro e governança transparente, para enfrentar desinformação e ataques híbridos.
  • A vice-presidente executiva da Comissão responsável pela soberania tecnológica, Henna Virkkunen, alertou para o risco da dependência de tecnologia estrangeira, apontando que cerca de 70 por cento da capacidade de armazenamento e processamento de dados na Europa está nas mãos de empresas norte-americanas; há um pacote legislativo sobre soberania tecnológica previsto para a primavera.
  • A França prepara-se para proibir o uso de Google Meet, Microsoft Teams e Zoom entre funcionários públicos, dando preferência a plataformas europeias como o Visio, criado pela Outscale, com transição até 2027.

A Comissão Europeia abriu o debate sobre medidas para reduzir a dependência tecnológica de fora da UE, com foco na Europa criar e apoiar tecnologia própria. O relatório em análise no Parlamento Europeu em Estrasburgo propõe reforçar a capacidade local e reduzir a influência de EUA, China e Rússia.

Entre as prioridades estão o aumento do apoio financeiro a organizações da sociedade civil, a luta contra a desinformação e o estímulo a tecnologias desenvolvidas na Europa. A iniciativa prevê ainda a criação de um Centro Europeu para a Resiliência Democrática, com governança transparente.

O centro terá mandato claro para enfrentar manipulação de informação estrangeira, campanhas coordenadas de desinformação e ataques híbridos contra a democracia. A proposta visa, também, fortalecer a aplicação do Regulamento Digital da UE e preparar a Europa para cenários de crise digital.

A vice-presidente executiva responsável pela soberania tecnológica da Comissão, Henna Virkkunen, alertou, num evento anterior, para o peso de grandes plataformas na storage e processamento de dados no continente. Ela aponta para um momento de independência tecnológica na UE.

Em França, o Governo avançou com a proibição de Google Meet, Microsoft Teams e Zoom entre funcionários públicos. A decisão acompanha o discurso oficial de reduzir a dependência de plataformas estrangeiras e promover soluções europeias.

França irá adotar o Visio, software desenvolvido com base na infraestrutura de Outscale, uma empresa francesa. A transição, segundo o Governo, deverá ficar concluída até 2027, alinhando-se aos objetivos de soberania tecnológica no país.

No pacote regulatório da UE, o objetivo central é reforçar a liderança europeia em tecnologia, abarcando desde dados a capacidades de processamento. O conjunto de medidas deverá ser apresentado na próxima primavera, segundo autoridades comunitárias.

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