- O Irão disse estar disponível para negociações diretas com os EUA, mas apenas se forem justas e equitativas, sem resultados ditados de início.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, sublinhou que as conversas não devem mencionar o programa de mísseis balísticos do país.
- O Irão não indicou um calendário para retomar as negociações, mantendo o princípio de negociações “justas” e sem imposições.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, mantém avisos e opções de força, enquanto envia navios para o Golfo com a mensagem de que não pretende recorrer à força.
- A Turquia ofereceu-se como facilitadora entre os dois lados para impulsionar o diálogo.
O Irão afirmou estar disponível para retomar negociações diretas com os EUA, desde que as conversas sejam justas e equitativas e sem predefinir resultados. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, indicou ainda que as discussões não devem abordar, de início, o programa de mísseis balísticos do país. A declaração foi feita nesta sexta-feira, em Teerão.
Segundo Araghchi, o Irão não aceitará condições que descrevam previamente as capacidades de defesa do país. O objetivo é manter as negociações abertas, com uma abordagem equilibrada que garanta reciprocidade entre as partes envolvidas, sem imposições iniciais.
Atenção internacional permanece alta, com o atual cenário a envolver declarações de líderes e movimentos militares na região. O Irão reforça o desejo de diálogo apenas em condições de equidade, apontando uma direcção clara para as próximas conversas.
Contexto internacional
O Presidente dos EUA mantém um tom de pressão, com ameaças públicas associadas a atividades no Golfo Pérsico. Enquanto isso, foram enviados navios militares para a região, numa presença que Washington descreve como necessária para evitar escaladas, sem indicar se recorrerá ao uso da força.
A Turquia tem se colocado como facilitadora entre Washington e Teerão, buscando criar condições para um diálogo mais estreito. Além disso, o contexto inclui o interesse de diversas potências em evitar confrontos diretos na área, privilegiando soluções diplomáticas.
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