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Domingos Simões Pereira já está em prisão domiciliária

Domingos Simões Pereira continua em prisão domiciliária; PAIGC exige direção de transição até ao congresso, num quadro de crise política que envolve CEDEAO

Simões Pereira é presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC)
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  • Domingos Simões Pereira já se encontra em prisão domiciliária, após ser libertado e regressar à sua residência em Bissau.
  • Segundo fontes familiares, ele foi conduzido da Segunda Esquadra de Bissau para o bairro de Luanda, pela autoridade militar competente, acompanhado de um ministro da defesa do Senegal.
  • O ministro da Defesa do Senegal, Birame Diop, esteve presente na saída da prisão e no interior da residência, onde Simões Pereira permanece sob vigilância.
  • Um grupo de dirigentes e militantes do PAIGC pediu a implementação de uma direção de transição até ao congresso do partido, previsto para novembro, para escolher novo líder.
  • A CEDEAO está envolvida na crise guineense, com o envio de representantes especiais para acompanhar o processo político e as eleições legislativas e presidenciais agendadas para 6 de dezembro.

Domingos Simões Pereira já se encontra em prisão domiciliária. O opositor guineense foi libertado após mais de 60 dias detido por militares e está na sua residência em Bissau, segundo familiares.

A libertação ocorreu com o acompanhamento do ministro da Defesa do Senegal, general Birame Diop, que o conduziu da Segunda Esquadra de Bissau até Luanda, nos arredores da capital. O chefe do PAIGC permanece, dentro de casa, em conversa com o visitante senegalês.

Diop chega a Bissau a convite de uma delegação da CEDEAO para acompanhar a crise política pós-eleitoral. O presidente senegalês participa como enviado especial do chefe de Estado senegalês, Bassirou Diomaye Faye.

Contexto político

O país vive sob governo de facto desde o golpe de 26 de novembro de 2025, que depôs o presidente Umaro Sissoco Embaló. O processo eleitoral foi interrompido e novas eleições ficaram marcadas para 6 de dezembro.

Um grupo de dirigentes do PAIGC pediu que Simões Pereira não conduza o partido em prisão domiciliária. Foi exigida a criação de uma direção de transição até ao congresso, previsto para novembro.

Segundo fontes, a polícia restringe o acesso à rua que dá à residência de Simões Pereira, mantendo apenas pessoas previamente autorizadas no local.

O ministro da Defesa do Senegal afirmou que o objetivo é abrir uma nova página de diálogo entre guineenses, preparando o terreno para as próximas eleições legislativas e presidenciais, marcadas para dezembro.

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