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Autópsia em homicídio pode esclarecer pistas, dizem especialistas

A autópsia revela que cada vestígio pode ser essencial para determinar a causa de morte e identificar o agressor num homicídio em Portugal

Os crimes que marcaram Portugal, com Júlia Pinheiro: oiça o trailer de “Aqui Há Crime”
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  • No episódio três de Aqui Há Crime, a psicóloga forense Cristina Soeiro e o médico Luís Cardoso discutem o que pode motivar um homicídio e como um cadáver pode esconder pistas para identificar um culpado.
  • A autópsia começa com um exame completo da roupa e dos objetos que acompanham o cadáver, seguido de limpeza e observação sequencial da pele para identificar lesões traumáticas.
  • No ano passado, registaram-se noventa e oito homicídios num universo de mais de trezentas e cinquenta mil participações criminais, com cerca de noventa mil contra pessoas, e vinte e seis por cento dessas mortes em contexto de violência doméstica.
  • A maior parte da violência que termina em homicídio em Portugal está relacionada com proximidade entre as pessoas, e considera-se que o amor não justifica homicídio.
  • O programa é apresentado por Júlia Pinheiro e Marta Gonçalves, com produção e narração de Marta Gonçalves, e pode ser ouvido nesta sexta-feira nas plataformas da SIC e Expresso.

A SIC apresenta o terceiro episódio de Aqui Há Crime, um podcast sobre homicide em Portugal. Cristina Soeiro, psicóloga forense da PJ, e Luís Cardoso, médico especialista em Medicina Legal, debatem o que leva alguém a matar e como um cadáver pode revelar pistas.

O episódio, conduzido por Júlia Pinheiro e Marta Gonçalves, analisa o papel da autópsia na identificação de causas de morte e de agressor. A conversa aborda o exame da cenário, a limpeza do corpo e a observação meticulosa da pele para revelar lesões.

No contexto estatístico, o Relatório Anual de Segurança Interna indica 89 homicídios em Portugal no ano anterior, entre 350 mil crimes, com 26% em violência doméstica. Cardoso relaciona criminalidade violenta com proximidade entre suspeitos.

Autópsia: rigor e método

Cardoso explica que a observação do corpo começa pela roupa e objetos, seguida de uma avaliação completa antes de descrever o estado da pele, da cabeça aos pés. Este protocolo ajuda a identificar causas de morte e potenciais autores.

Soeiro aponta que a psicopatia tem sido estudada no contexto forense, contribuindo para a compreensão de comportamentos violentos. A convidada reforça a distância entre amor e homicídio, destacando que não há homicídios motivados por paixões.

Cristina Soeiro é professora associada na PJ, com doutoramento em Psicologia da Justiça pela Universidade do Minho e mais de 30 anos de experiência. Luís Cardoso lidera a unidade de Patologia Forense no INMLCF, atuando na perícia judicial.

Sobre o programa

Este é o terceiro episódio de Aqui Há Crime, produzido pela SIC. A apresentação é de Júlia Pinheiro, com entrevistas e narração de Marta Gonçalves. A produção, som e imagem seguem padrões de qualidade da série.

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