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Portugal reforça apoio à compra de geradores para Kiev

Portugal reforça contribuição para compra de geradores na Ucrânia, num contexto de apoio energético da UE e perspetiva de adesão de Kiev em debate

Portugal vai reforçar contribuição para compra de geradores por Kiev
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  • Portugal vai reforçar a contribuição para a compra de geradores para a Ucrânia, anunciando o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, à margem de uma reunião de ministros da UE em Bruxelas.
  • Rangel reforçou que a UE tem contribuído para o Fundo de Energia da Ucrânia e que Portugal aumentará a contribuição nos próximos dias, com apoio de vários Estados europeus.
  • Zelensky expressou o desejo de adesão à UE em 2027; a UE abriu a possibilidade de um caminho de adesão, com um período de transição, se houver paz e estabilidade.
  • A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, afirmou que a energia é a nova linha da frente na guerra e que o bloco já forneceu mais 500 geradores, 50 milhões de euros em apoio energético, e que o Fundo de Energia já ultrapassou 1,6 mil milhões de euros.
  • Também se discutiu a proposta de proibir a entrada de combatentes russos no espaço Schengen, ideia apoiada por muitos Estados-membros, com intenção de voltar a debater o tema.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal informou hoje que o país vai reforçar a contribuição para a compra de geradores destinados à Ucrânia. A medida surge à margem de uma reunião de ministros da UE em Bruxelas, em que se discutiu a ajuda energética ao país invadido.

Paulo Rangel sublinhou que a situação na Ucrânia permanece muito difícil, especialmente devido ao ataque a infraestruturas civis de energia e ao inverno rigoroso. O governante lembrou a evolução do apoio europeu e a participação portuguesa nos fundos de energia para a Ucrânia.

O responsável destacou que Portugal vai intensificar a contribuição para a aquisição de geradores nas próximas semanas, num esforço comum de vários Estados-membros para mitigar cortes de energia na Ucrânia. A adesão europeia de Kiev foi também tema de debate durante a reunião.

Perspetivas de adesão e resposta da UE

O chefe da diplomacia portuguesa mencionou que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, expressou o desejo de entrar no bloco em 2027. A UE indicou abertura para um eventual caminho de adesão após uma fase de paz e estabilização.

A comissária europeia para a Energia destacou que a UE já disponibilizou o maior pacote de ajuda de inverno e referiu números recentes, incluindo um acréscimo de 500 geradores e 50 milhões de euros. O Fundo para a Energia da UE já ultrapassou 1,6 mil milhões de euros.

Foi anunciada a criação de um grupo de trabalho entre Bruxelas e Kiev para coordenar melhor o apoio energético. Também se discutiu a proposta estoniana de vedar a entrada de combatentes russos no espaço Schengen, com apoio de vários Estados-membros.

Os aliados ocidentais têm prestado ajuda financeira e militar a Kiev desde a invasão, em fevereiro de 2022, procurando reduzir a capacidade russa de sustentar o conflito. As sanções sobre setores-chave da economia russa também foram reiteradas.

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