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Kallas afirma que o Médio Oriente não precisa de uma nova guerra

Kallas afirma que Médio Oriente não precisa de nova guerra; UE discute um Conselho de Paz sob a égide das Nações Unidas, com foco em Gaza

Kallas afirma que Médio Oriente "não precisa de nova guerra"
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  • A presidente do governo da Estónia, Kaja Kallas, afirmou que a região não precisa de uma nova guerra, mesmo após a União Europeia designar a Guarda Revolucionária do Irão como organização terrorista, criminalizando qualquer relação com aquela força.
  • A União Europeia (UE) quer limitar o papel do Conselho de Paz à Faixa de Gaza e manter o objetivo de uma paz sustentável, em linha com a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que deverá terminar em 2027.
  • O Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança indicou que o debate também avaliou a adesão de Estados-membros ao Conselho de Paz, impulsionado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
  • O ministro dos Negócios Estrageiros português, Paulo Rangel, disse aos jornalistas que Portugal está disponível para participar num Conselho de Paz apenas sob a égide das Nações Unidas e conforme a resolução da ONU, não sob outra organização internacional.
  • Rangel sublinhou a necessidade de dialogar com o Conselho de Paz sem entrar nele e destacou que o objetivo é encontrar um formato que cumpra a resolução, ao mesmo tempo em que se analisa a situação em Gaza.

A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, disse que a região não precisa de nova guerra, ao comentar a designação da Guarda Revolucionária do Irão como organização terrorista pela União Europeia. A observação foi feita durante a conferência de imprensa ao final da reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros em Bruxelas.

Kallas explicou que a classificação criminaliza qualquer atividade ou interação com a Guarda Revolucionária, o que condiciona eventuais intervenções. A presidente da UE destacou, ainda, que o debate sobre uma possível participação de Estados-membros num Conselho de Paz foi tema de discussão entre os ministros.

A responsável pela pasta dos Negócios Estrangeiros da UE mencionou que o Conselho de Paz é analisado no âmbito de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com o objetivo de uma participação que respeite o marco institucional. A UE pretende manter o foco na paz estável em Gaza.

O comentador ponderou que a adesão ao Conselho de Paz deve seguir as regras da ONU, mantendo o papel dos palestinianos no processo. A estratégia europeia é restringir o alcance do Conselho à Faixa de Gaza, conforme o texto da resolução da ONU.

Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, afirmou aos jornalistas que o Governo acompanha a posição da UE e está disponível para participar, desde que a participação esteja sob a égide das Nações Unidas. O objetivo é cumprir a resolução do Conselho de Segurança.

Rangel sublinhou que alguns Estados-membros defendem dialogar com o Conselho de Paz, sem entrar no órgão, por considerar que este está fora do quadro da resolução. A abordagem é trabalhar para um formato que assegure o cumprimento da resolução e avanços reais em Gaza.

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