- Um grupo de 161 católicos lançou um manifesto a apoiar António José Seguro, dizendo que é o candidato que melhor corresponde aos valores cristãos de paz, dignidade humana e bem comum.
- O texto critica a leitura instrumental da fé na política e afirma que a fé não é adereço de campanha; menciona indiretamente André Ventura sem o nomear.
- O manifesto, divulgado pela página 7 Margens, sustenta que a fé deve ser caminho de vida, coerência, verdade e serviço, não espetáculo político.
- Entre os signatários destacam-se Margarida Rodrigues, psicóloga e membro do movimento Equipas de Nossa Senhora, e Eugénio Fonseca, ex-presidente da Cáritas.
- Mesmo com divergências políticas com Seguro, os signatários defendem votar num presidente comprometido com o bem comum, a justiça, a paz e o respeito pelas instituições.
Um grupo de católicos publicou um manifesto, com 161 signatários, a apoiar António José Seguro. O texto defende que o antigo líder socialista é quem melhor representa valores cristãos como paz, dignidade humana e bem comum, num cenário de polarização.
Entre os signatários destacam-se a psicóloga Margarida Rodrigues, ligada ao movimento Equipas de Nossa Senhora, e Eugénio Fonseca, ex-presidente da Cáritas. O manifesto afirma que a fé não deve servir de adereço de campanha nem sinal político por si.
O documento, divulgado nesta quarta-feira, ressalta que numa época de balas de prata visíveis em rituais religiosos não basta a aparência; o voto deve refletir o fruto do que é vivido, não gestos públicos. A leitura é de que o voto consciente deve privilegiar a coerência e a dignidade humana.
Signatários e motivações
O grupo afirma que, apesar de divergências políticas com Seguro, reconhece nele um compromisso com o bem comum, a justiça e a paz. A intenção é apoiar um candidato que construa pontes institucionais e promova a paz, reduzindo a tensão social.
O manifesto reforça que o cristão deve evitar discursos de ódio, guerra ou mentira, e que a humildade e o respeito pela dignidade humana são essenciais. O objetivo é orientar o voto para uma liderança que preserve valores democráticos.
O movimento descreve uma leitura de que a fé não deve ser instrumentalizada na política, mas integrada na vida pública. O conjunto de signatários pretende influenciar o debate sem confrontos ou excluded hashtags.
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