- Nuno Afonso, antigo líder próximo de André Ventura no Chega, afirma que não vota nem em Ventura nem em António José Seguro na segunda volta das presidenciais.
- Depois de ter saído do Chega em 2023, foi candidato autárquico pela Aliança e pelo Movimento Partido Trabalhista (MPT) em 2025, e apoiou João Cotrim Figueiredo na primeira volta.
- Em entrevista à Rádio Observador, diz que a verdadeira direita não se revê em Ventura, classificando-o como candidato dos descontentes.
- Defende que a escolha é entre voto em branco ou nulo, apontando que um conservador de direita não pode apoiar um candidato socialista.
- Atribui a Ventura a intenção de liderar o Chega mesmo se vencer a Presidência, sugerindo que, se necessário, nomearia uma “marionete” para o partido.
Nuno Afonso não votará em André Ventura na segunda volta das presidenciais, mantendo uma distância pública que se mantém desde o afastamento do Chega em 2023. O ex-líder interno do partido, que já foi próximo de Ventura, afastou-se para abraçar outros projetos políticos e, na primeira volta, apoiou João Cotrim Figueiredo. Em entrevista, afirma que não apoia nenhum dos candidatos da segunda volta.
A análise de Nuno Afonso aponta para um vazio na direita eleitoral. Em entrevista à Rádio Observador, o fundador do Chega sustenta que a verdadeira direita é conservadora, respeitadora e democrática, e não se revê em Ventura. O ex-militante afirma que o candidato atual representa o descontentamento de parte do eleitorado, não a sua matriz ideológica.
Para o agora independente, a escolha passa por voto em branco ou nulo, não pelos dois candidatos em risco. Afastando qualquer apoio a António José Seguro, Nuno Afonso justifica que um conservador não pode apoiar um candidato socialista. A posição mantém-se mesmo depois de ter apoiado Cotrim Figueiredo na primeira volta por convicção, sem subscrever a ideia de que é melhor um Presidente que esteja parado do que reformista.
Nuno Afonso aponta ainda que André Ventura pretende manter influência no Chega caso seja eleito Presidente. O crítico sustenta que o líder atual não romperia com o partido, mesmo após a eleição, e procuraria colocar alguém como “marionete” para continuar a dirigir o movimento, garantindo, na prática, o domínio do autoritarismo ideológico.
Entre na conversa da comunidade