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Bruxelas investiga Grok por imagens manipuladas

Bruxelas abre inquérito formal ao Grok, IA da X, por disseminação na UE de imagens sexualmente explícitas manipuladas, incluindo possíveis abusos de menores

The Grok artificial intelligence (AI) website is displayed on a mobile phone as a nationwide restriction on the service takes effect, in Shah Alam, outside Kuala Lumpur, Malaysia 12 January 2026. The Malaysian Communications and Multimedia Commission (MCMC) ordered a temporary block on the tool starting 11 January, citing its 'repeated misuse' to generate non-consensual sexually explicit images and 'grossly offensive' content. According to the regulator, the action was taken after social media platform X and xAI, the start-up behind Grok, failed to implement adequate technical safeguards despite multiple formal notices. EPA/FAZRY ISMAIL
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  • A Comissão Europeia abriu uma investigação formal ao Grok, a ferramenta de IA do X, por disseminação de imagens sexualmente explícitas manipuladas na União Europeia, incluindo conteúdos que possam constituir abuso sexual de menores, sob a Lei dos Serviços Digitais.
  • A investigação visa avaliar se o X avaliou e mitigou adequadamente os riscos da implementação do Grok na UE e se cumpriu as obrigações legais previstas no DSA.
  • A vice-presidente executiva para a soberania tecnológica, segurança e democracia afirma que deepfakes sexuais de mulheres e crianças são violentos e inaceitáveis, e que a investigação apura direitos dos cidadãos europeus.
  • A Comissão vai recolher informação via pedidos ao X, entrevistas e inspeções, com a possibilidade de impor medidas interinas caso haja necessidade de ajustes.
  • Bruxelas já tinha aberto investigações ao X em 2023 e aplicou, em dezembro de 2025, uma multa de 120 milhões de euros por violar a lei comunitária, incluindo questões de visto azul e transparência na publicidade.

A Comissão Europeia abriu uma investigação formal ao Grok, a ferramenta de IA da rede social X, por disseminação de imagens sexualmente explícitas manipuladas na UE. A investigação, iniciada ao abrigo da Lei dos Serviços Digitais, visa avaliar se a X adequou a gestão de riscos associados ao Grok na União.

A UE indica que os riscos apurados incluem conteúdos ilegais, como imagens manipuladas de natureza sexual e potencial abuso sexual de menores. A Comissão afirma que o Grok pode expor os cidadãos a danos graves e que é preciso confirmar o cumprimento das obrigações legais previstas no DSA.

A vice-presidente executiva Henna Virkkunen sublinha que os deepfakes sexuais de mulheres e crianças são inaceitáveis e que a investigação procura aferir se a X mitigou riscos relevantes para os direitos dos cidadãos europeus.

A avaliação foca ainda se a X atua com diligência para mitigar impactos sistémicos, incluindo efeitos na violência de género e bem-estar dos utilizadores. O inquérito poderá exigir um relatório de avaliação de risco pré-implementação e envolve pedidos de informação, entrevistas e inspeções.

A Comissão indica que poderá impor medidas interinas se a X não ajustar o serviço, caso haja risco relevante para o bem-estar dos utilizadores. Bruxelas já tinha realizado investigações sobre o X no âmbito do DSA, nomeadamente sobre sistemas de recomendação, com desfechos ainda reservados.

Em dezembro, a Comissão aplicou uma sanção de 120 milhões de euros ao X por violação de normas da UE, relacionada com o visto azul e falta de transparência na publicidade. O Grok, lançado em 2024, é usado para interagir com conteúdos e gerar imagens associadas a publicações dos utilizadores.

Recentemente, a X anunciou a retirada de uma funcionalidade do Grok que permitia “despir” pessoas em fotografias, após avisos sobre potenciais riscos. A empresa afirmou ter implementado medidas tecnológicas para impedir edições de roupa em imagens de pessoas reais, abrangendo todos os utilizadores, inclusive assinantes pagos.

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