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A epidemia de streamers políticos intensifica influência online

Criadores de conteúdo digital amplificam o debate eleitoral, potenciando polarização e engajamento, mas levantam questões de desinformação

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  • Eleições presidenciais com cinco candidatos em disputa pela segunda volta, marcando renovo no panorama político nacional.
  • Criadores de conteúdo em plataformas como Twitch e TikTok promovem o debate e a informação sobre o voto, aumentando a presença digital na campanha.
  • O discurso dominante parece inclinar-se para a Direita e a Extrema-Direita, com elogios a candidatos como João Cotrim Figueiredo e André Ventura e descrições dos opositores de forma crítica.
  • Reflete-se a preocupação sobre possível tunelização de ideias entre jovens, mas também é visto como oportunidade de maior participação cívica e percepção de que o voto tem poder.
  • Dados do LabCom da Universidade da Beira Interior, a 14 de janeiro, indicam 7,7 milhões de visualizações de desinformação relacionadas às presidenciais desde novembro de 2025, com André Ventura a concentrar 85,7% desses casos; sugere-se uso de jornalismo de fact-checking para equilibrar a informação digital.

A presença de criadores de conteúdo digitais na campanha presidencial gerou um debate sobre o impacto das redes sociais na informação cívica. A eleição de 2026 repete o registo de uma corrida com cinco candidatos à segunda volta, marcando um histórico recente.

Ao longo da campanha, o acesso a debates, entrevistas e conteúdos dos candidatos foi visto como essencial para informar o eleitorado. Observou-se uma forte atuação de criadores em Twitch e TikTok, que promovem o debate político junto de públicos mais jovens.

A análise aponta para uma influência marcante da Direita e da Extrema-Direita no discurso partilhado por estes criadores, com termos que associam a esquerda a etiquetas negativas e elogiam figuras situadas à direita, como João Cotrim Figueiredo e André Ventura.

Disinformação nas redes

A divulgação de conteúdos que distorcem informações políticas tem vindo a crescer. Em 14 de janeiro, o LabCom da Universidade da Beira Interior indicou que a desinformação associada às presidenciais acumulou 7,7 milhões de visualizações desde novembro de 2025, com André Ventura a concentrar 85,7% do total.

Apesar do número expressivo de visualizações, a leitura não é linear sobre efeitos na participação. Autores e analistas discutem se a presença digital é uma ameaça ou uma oportunidade para promover a literacia mediática e o engajamento cívico.

Perspetivas de envolvimento público

Alguns jovens consideram a presença online uma oportunidade para discutir problemas nacionais, reduzindo o tabu em relação à política. Outros alertam para a necessidade de filtros de verificação e de campanhas digitais transparentes para evitar a tunelização ideológica.

A avaliação geral sugere que a comunicação digital pode, no futuro, oferecer uma simetria de informação eleitoral nunca vista no panorama político português, desde que associada a práticas de verificação e de responsabilidade jornalística.

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