- O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a atuação das forças da NATO no Afeganistão, dizendo que ficaram “um pouco afastadas da linha da frente” e que Washington “nunca precisou delas”.
- Países europeus reagiram com espanto e consideram as declarações inaceitáveis, destacando o sacrifício das suas tropas.
- O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pediu desculpa e elogiou a coragem dos soldados; o presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou gratidão às famílias dos militares mortos; a Itália, através de Giorgia Meloni, exigiu respeito.
- Foram lembradas as perdas militares de cada país: Reino Unido com mais de 150 mil militares no Afeganistão e 457 mortos; França com 89 mortos; Itália com 53; Dinamarca com 44; Alemanha com 59. Portugal não comentou.
- O ex-ministro da Defesa Augusto Santos Silva classificou as declarações de Trump como aldrabice, elogiando o profissionalismo dos militares portugueses e afirmando que não se pode insultar quem serviu.
O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a atuação das forças da NATO no Afeganistão, dizendo que ficaram afastadas da linha da frente e que Washington nunca precisou delas. A declaração ocorreu numa entrevista à Fox News, centrada no papel dos aliados na sequência dos atentados de 2001.
Trump referiu-se à intervenção liderada pelos EUA para expulsar a Al-Qaeda, destacando uma visão crítica sobre o contributo europeu ao conflito. A resposta de aliados europeus não tardou, com reações de solidariedade aos militares que serviram no terreno.
Reações internacionais
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, sugeriu que Trump peça desculpa pelas declarações, lembrando o sacrifício de milhares de soldados britânicos e norte-americanos no Afeganistão. Passou ainda a comunicação direta entre os dois líderes para debater a relação entre os dois países.
Em França, o presidente Emmanuel Macron reiterou a gratidão às famílias dos militares franceses mortos e afirmou que as declarações não exigem comentário, dirigindo apoio às lembranças de quem serviu. A Itália, por parte, exigiu respeito a Trump, destacando a aliança e a solidariedade entre Washington e Roma.
A Dinamarca repudiou as declarações, com a primeira-ministra Mette Frederiksen a dizer que é insuportável questionar o compromisso dos aliados. Ao nível alemão, o ministro da Defesa recordou o elevado preço humano suportado pela Alemanha, incluindo dezenas de mortos e feridos.
Portugal não se pronunciou publicamente sobre as declarações de Trump. O país tem histórico de participação na missão no Afeganistão, com veteranos que serviram ao lado de aliados da NATO. A posição portuguesa foi acompanhada por mensagens de solidariedade entre países.
Numa nota associada, um antigo ministro da Defesa nacional reagiu, defendendo o profissionalismo dos militares portugueses e destacando o sacrifício de dois mortos no Afeganistão. O comentário sublinhou a importância da cooperação entre aliados na luta contra o terrorismo.
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