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Trump ameaça tarifas de 100% caso Canadá feche acordo com a China

Trump ameaça impor direitos aduaneiros de 100% às importações do Canadá caso firme acordo comercial com a China

Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá
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  • O Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor direitos aduaneiros de 100% sobre as importações do Canadá caso este chegue a um acordo comercial com a China.
  • A ameaça foi divulgada numa mensagem na Truth Social, com críticas a Mark Carney.
  • Trump afirmou que o Canadá seria um “porto de desembarque” para a China e que isso destruiria empresas canadenses e o seu modo de vida.
  • A posição surge depois de Mark Carney ter anunciado um acordo preliminar com a China em Pequim, na semana passada.
  • O cenário contrasta com acordos do Canadá para reduzir tarifas sobre veículos elétricos chineses, em troca de impostos de importação mais baixos sobre produtos canadianos; o gabinete de Carney ainda não comentou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor direitos aduaneiros de 100% sobre as importações do Canadá para os EUA, caso o Canadá chegue a um acordo comercial com a China. A afirmação foi feita este fim de semana numa rede social.

Trump afirmou que, se Mark Carney incentivar a China a usar o Canadá como porta de entrada para os EUA, o cenário seria diferente. A acusação foi citada pela agência France-Presse, sem incluir citações diretas.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou, na semana passada, um acordo preliminar com a China em Pequim. A notícia surge num momento de forte tensão entre as potências ocidentais e a China.

Historicamente, Trump tem travado uma guerra comercial com vários parceiros, impondo direitos aduaneiros elevados. A gestão de tarifas inclui medidas anunciadas em abril, com alterações e exceções ao longo dos meses.

Este mês, o Canadá negociou um acordo para reduzir tarifas sobre veículos elétricos chineses, em troca de menores impostos de importação sobre produtos agrícolas canadianos. O objetivo é facilitar o comércio bilateral.

Trump já havia indicado, antes, que o acordo proposto por Carney seria benéfico para assinatura por parte do Canadá, segundo a Associated Press. A própria agência relatou o comentário anterior.

O gabinete de Carney não respondeu de imediato a um pedido de commentário feito pela Reuters. A situação adiciona pressão diplomática entre Ottawa e Washington.

A tensão entre Trump e Carney ganhou expressão pública em Davos, na Suíça, com Trump dizendo que o Canadá vive graças aos EUA. Carney afirmou que o mundo pode não precisar de tendências autocráticas.

Mais tarde, o presidente norte-americano revogou o convite para Carney integrar o Conselho da Paz, após episódios de provocações ao Canadá. A reação canadiana já incluiu respostas diplomáticas de defesa.

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