- O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, associou o Chega ao socialismo e comparou André Ventura a Donald Trump, pedindo voto “em consciência” nas presidenciais de 8 de fevereiro.
- Melo disse que o Chega defende aumentos de impostos e um Estado que distribui tudo a todos, o que, na leitura dele, seria ainda mais socialista.
- O CDS-PP reiterou que não terá empenho orgânico nem institucional na segunda volta das presidenciais e não dará apoio formal a António José Seguro nem a André Ventura.
- Citou episódio passado envolvendo André Ventura, que, segundo Melo, insinuou comprar a sede do CDS com sete milhões no bolso, fazendo alusão a declarações associadas a Trump sobre a Gronelândia.
- Pediu aos eleitores para votarem em consciência, sem orientação de voto, mantendo o CDS acima de posições políticas próprias e defendendo adaptação à nova realidade política.
O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, ligou hoje o Chega ao socialismo e comparou André Ventura a Donald Trump. O apelo foi feito durante a convenção autárquica do CDS-PP no Porto, onde pediu voto em consciência para as presidenciais.
Melo explicou que o Chega defende aumentos de impostos e um Estado de direção paternalista, interpretando isso como uma forma de socialismo. Reiterou que o CDS não terá empenho orgânico nem institucional na segunda volta.
Contexto político e posições do CDS-PP
O líder centrista afirmou que o CDS não vai apoiar formalmente António José Seguro nem André Ventura na segunda volta. Recordou ainda um episódio de 2023 quando Ventura revelou ter sete milhões para comprar a sede, numa ala em referência ao falecido Adelino Amaro da Costa.
Nuno Melo comparou atitudes de Ventura a declarações de líderes de outros países, com uma analogia ao discurso sobre aquisições territoriais no Ártico. Acrescentou que a direita não deve ser associada a populismos nem a acepções fáceis da crítica.
Observações sobre o processo eleitoral
O presidente do CDS-PP frisou que não é função do partido indicar o voto aos eleitores. Incentivou o voto em consciência, sugerindo que cada um escolha com base na perceção de quem melhora mais as condições do país.
O dirigente lembrou ainda que a força de um partido não está apenas nos seguidores online, mas no compromisso com o CDS. Não houve declarações adicionais aos jornalistas ao término da intervenção.
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