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Xi Jinping pede ao Brasil que defenda o papel central da ONU

Xi Jinping pede ao Brasil defender o papel central da ONU e reformas da governação global, após conversa com Lula sobre o Conselho da Paz de Trump

A China é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU
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  • Xi Jinping pediu ao Brasil que, junto com a China, defenda o papel central das Nações Unidas no sistema internacional, em telefonema com o presidente Lula.
  • O diálogo ocorreu um dia depois da inauguração do “Conselho da Paz” de Donald Trump, projeto visto como concorrente da ONU; no relato não houve menção ao Conselho.
  • Xi afirmou que Brasil e China devem posicionar-se do lado certo da história, defender interesses comuns do Sul Global e os princípios de equidade e justiça internacionais, além da reforma da governação global.
  • A China informou ter sido convidada pelos Estados Unidos para participar no Conselho da Paz, mas ainda não se pronunciou sobre a aceitação.
  • Brasil e China integram o grupo BRICS+; em agosto de 2025 Xi disse que os dois países podem servir de exemplo de independência para outros emergentes.

O presidente Xi Jinping pediu ao Brasil que, em conjunto com a China, defenda o papel central das Nações Unidas no sistema internacional. A posição foi expressa numa conversa telefónica com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, realizada nesta sexta-feira pela manhã.

O encontro ocorre no contexto do lançamento, por Donald Trump, do chamado Conselho da Paz. Segundo a imprensa estatal chinesa, Xi reforçou a necessidade de reforma e melhoria da governação global e de defender os princípios de equidade e justiça internacionais, em linha com os interesses do Sul Global.

Contexto do Conselho da Paz e posições recentes

A China indicou ter sido convidada pelos Estados Unidos para participar no Conselho da Paz, mas ainda não se pronunciou sobre a aceitação. Enquanto isso, Pequim mantém o apoio ao sistema da ONU, ao mesmo tempo em que defende reformas para torná-lo mais eficaz.

A China e o Brasil integram o grupo BRICS+, uma aliança de países emergentes. Em agosto de 2025, Xi afirmou a Lula que os dois países podem servir de exemplo de independência para outros emergentes, fortalecendo cooperação regional e global.

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