- O Governo dos EUA notificou o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, da retirada do convite para o Canadá integrar o “Conselho de Paz” criado por Donald Trump.
- França e Reino Unido recusaram participar; a União Europeia afirmou ter sérias dúvidas sobre a organização.
- O projeto dá grande destaque aos aliados históricos dos EUA no Médio Oriente e a parceiros ideológicos de Trump.
- Mark Carney, que discursou no Fórum Económico Mundial, tinha sido apontado como figura associada ao debate sobre potências médias.
- Trudeau respondeu que o Canadá existe por si próprio e quer ser dono da sua casa, defendendo um caminho independente dos Estados Unidos.
O Governo dos EUA informou, na quinta-feira, a retirada do convite feito ao Primeiro-Ministro canadiano, Mark Carney, para integrar o chamado Conselho de Paz. A notificação foi dirigida ao líder canadiano, por meio de uma comunicação oficial.
Trump referiu, numa publicação na Truth Social, que o Conselho de Paz não convidará Carney para participar de uma futura reunião de líderes. O objetivo declarado é criar uma instituição internacional liderada pelos EUA, com foco no Médio Oriente.
França e Reino Unido recusaram-se a participar do processo, enquanto a União Europeia manifestou sérias dúvidas sobre o funcionamento e os objetivos da organização. A notícia surge em meio a tensões sobre a influência americana em instâncias internacionais.
Carney, numa intervenção feita recentemente no Fórum Económico Mundial, em Davos, Suíça, havia apelado à cooperação entre potências médias para enfrentar desafios globais. O Canadá respondeu ao pedido, defendendo a autonomia do país.
O primeiro-ministro canadiano, em discurso em Quebec, afirmou que o Canadá prospera por ser soberano e destacou a ambição de transformar o país num farol durante períodos de instabilidade democrática. Não houve comentários oficiais adicionais sobre o Conselho de Paz.
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