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Moções de censura ao Governo francês sobre o orçamento de 2026 são chumbadas

Governo francês vence duas moções de censura sobre o orçamento de 2026; oposição não atinge maioria e Lecornu recorre de novo ao mecanismo constitucional

Sébastien Lecornu, primeiro-ministro francês
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  • A Assembleia Nacional francesa rejeitou duas moções de censura contra o Governo de Sébastien Lecornu, uma apresentada pela esquerda e outra pela extrema-direita (RN).
  • A moção da esquerda, apoiada por La France Insoumise, Verdes e PCF, obteve 269 votos a favor, abaixo dos 288 necessários para destituir o Executivo.
  • Contou com o apoio de 122 deputados da RN, de aliados de Marine Le Pen e de outros, incluindo cinco socialistas e um de Os Republicanos (LR).
  • A moção da RN conseguiu 142 votos, muito aquém da maioria absoluta necessária, dado que a esquerda não apoia candidaturas da extrema-direita.
  • Lecornu invocou novamente a Constituição para aprovar parte do orçamento para 2026 sem votação, anunciando novas moções de censura previstas entre sexta-feira e sábado e debates na próxima semana.

A Assembleia Nacional francesa rejeitou duas moções de censura ao Governo de Sébastien Lecornu, apresentadas por forças da esquerda e pela extrema-direita. O debate ocorre após Lecornu invocar um mecanismo constitucional para aprovar parte do orçamento de 2026 sem votação, por não ver apoio suficiente na Câmara.

A moção da esquerda, formada por LFI, Os Verdes e PCF, recolheu 269 votos a favor, insuficientes para demitir o Governo, já que são necessários 288. Entre os votos estiveram apoios de RN e de aliados de Marine Le Pen, incluindo cinco socialistas e um deputado de LR.

A segunda moção, promovida pela RN, recebeu 142 votos a favor, bem abaixo do mínimo para maioria absoluta. A esquerda não apoia candidaturas de extrema-direita, o que contribuiu para o resultado desfavorável à RN.

Contexto

Durante o debate, Lecornu explicou que o orçamento aprovado não correspondia ao texto inicial, mas sim a um compromisso resultante do equilíbrio de poderes na Câmara. Admitiu que não é perfeito, mas justificou a ausência de votação com a ausência de maioria para um texto único.

Desdobramentos

O chefe do Governo afirmou que, apesar de 350 horas de debates, não foi possível alcançar um acordo que permitisse votar o orçamento final. Afirmou que os responsáveis por não chegar a acordo foram as bancadas. Líderes de esquerda criticaram o procedimento, mas não votaram pela demissão.

Próximos passos

Após o fracasso das duas moções, Lecornu anunciou nova invocação da Constituição para aprovar parte do orçamento sem votação. Novas moções de censura devem ser apresentadas entre sexta e sábado, com debate previsto para a próxima semana.

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