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Partos fora dos hospitais mantêm-se estáveis na última década, diz ministra

Partos extra-hospitalares mantêm-se estáveis face à última década, ocorrendo sobretudo em domicílio, com INEM a intervir em casos que se complicam

Ana Paula Martins, ministra da Saúde
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  • A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou que o número de partos extra-hospitalares em Portugal é semelhante ao da última década, com a maioria a ocorrer em domicílio.
  • Segundo a governante, fora da pandemia não houve grandes alterações nesse indicador.
  • A maior parte dos partos fora do hospital não acontece na via pública nem nas ambulâncias; ocorrem principalmente em domicílio, com o INEM chamado quando surgem situações que se complicam.
  • Não está comprovado que existam mais partos em ambulâncias do que nos anos anteriores, devido à rotação de urgências e a constrangimentos operacionais.
  • A ministra juntou o objetivo de vigiar grávidas ao longo de todos os trimestres, com maior literacia para reconhecer sinais, e mencionou que o SNS 24 e o INEM podem orientar as futuras decisões; o INEM revelou que, nos primeiros 10 meses do ano passado, houve 186 partos fora do hospital, face a 189 no ano anterior.

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, disse que o número de partos fora dos hospitais em Portugal se mantém estável face à última década, com a maioria a ocorrer no domicílio. A declaração foi feita após a participação numa conferência no Porto.

Segundo a governante, o volume de partos extra-hospitalares não apresenta alterações relevantes, à exceção do período pandémico, que registou um acréscimo. A tendência atual é de números semelhantes aos observados na última década.

Ana Paula Martins sublinhou que a maioria dos partos fora de hospitais não acontece na via pública nem nas ambulâncias, ocorrendo principalmente em casa. O INEM é chamado em situações que se complicam, mas nem todos os partos fora do hospital passam por este instituto.

A ministra indicou ainda que não há evidência de aumento de partos em ambulâncias face a anos anteriores, citando que as urgências funcionam com rotatividade e constrangimentos. A linha SNS24 e o INEM estão mobilizados para acompanhar grávidas.

Foi manifestado o desejo de que as grávidas sejam vigiadas em todos os trimestres, com literacia suficiente para reconhecer sinais, e que as urgências regionais contribuam para a previsibilidade do Sistema Nacional de Emergência Médica.

No que diz respeito a dados, o INEM informou que, nos primeiros 10 meses do ano anterior, foram registados 186 partos fora do hospital (ambulações, via pública e domicílio), números próximas dos 189 do ano precedente.

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