- A presidente da Assembleia Legislativa da Madeira interrompeu o plenário devido ao tumulto gerado por um comentário do deputado do JPP Élvio Sousa dirigido a Carlos Teles.
- Carlos Teles criticou a Câmara Municipal de Santa Cruz, liderada pelo JPP; Élvio Sousa disse que o presidente autárquico “pelo menos não foi algemado”.
- A afirmação foi entendida como provocação/ofensa; o deputado social-democrata foi arguido em setembro de 2024 no âmbito da operação AB INITIO, quando era presidente da Câmara da Calheta e foi presente em tribunal algemado.
- A bancada do PSD protestou, gerando confusão; a presidente Rubina Leal interrompeu os trabalhos e houve intervalo regimental.
- No regresso, Élvio Sousa pediu desculpa, referindo a presunção de inocência; o processo AB INITIO investiga crimes econômicos e financeiros, com oito arguidos desde 17 de setembro de 2024.
A Assembleia Legislativa da Madeira viveu um momento de tensão nesta quarta-feira, quando a presidente interrompeu o plenário devido a um comentário do deputado Élvio Sousa, do JPP, dirigido a Carlos Teles, do PSD. O confronto ocorreu durante uma intervenção sobre a segurança dos motociclistas nas vias públicas.
Carlos Teles criticou a Câmara Municipal de Santa Cruz, liderada pelo JPP, e Élvio Sousa respondeu que o presidente autárquico, no passado, “pelo menos não foi algemado”. A expressão foi encarada como provocação, num debate já carregado de tensão entre os dois grupos parlamentares.
A tensão aumentou na bancada do PSD, gerando forte confusão no hemiciclo. A presidente Rubina Leal, do PSD, declarou o intervalo regimental para acalmar os ânimos. Ao retomar, o deputado do JPP alegou que pretendia um ato de contrição, e Élvio Sousa pediu desculpa, embora tenha mantido o conteúdo da sua afirmação inicial.
A justificativa de desculpa baseou-se na presunção de inocência, com o parlamentar a afirmar que a condição de arguido não implica culpa. O episódio ocorreu num contexto de debate sobre temas de segurança rodoviária e de gestão autárquica na região.
O caso AB INITIO, que investiga possíveis crimes económicos e financeiros, foi desencadeado a 17 de setembro de 2024. O processo já envolve oito arguidos, entre autarcas, empresários, funcionários públicos e titulares de cargos políticos ou altos cargos públicos.
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