- O PAN desafiou o primeiro-ministro Luís Montenegro a abandonar a capa de neutralidade e perguntou-lhe qual é a dúvida sobre o tema.
- Durante o debate quinzenal, Inês Sousa Real afirmou que Montenegro está entre “uma coisa e o seu contrário” na política.
- A deputada única do PAN pediu que Montenegro saia da neutralidade, insistindo que o não é não que afirmou ao Chega pode evoluir para uma posição de firmeza.
- Montenegro disse ter sido acusado de “uma coisa e o seu contrário” e lembrou que o PSD não expressa apoio a nenhum dos dois candidatos na segunda volta.
- O Governo reiterou a disponibilidade para, do ponto de vista procedimental, executar alterações ao voto dos emigrantes em eleições presidenciais, se o parlamento assim decidir.
No debate quinzenal da Assembleia da República, o PAN desafiou Luís Montenegro a deixar a capa de neutralidade e esclarecer a dúvida sobre a escolha entre candidatos. A deputada única do PAN questionou a nossa posição institucional, sugerindo que a dúvida se prende a riscos para a democracia.
Inês Sousa Real afirmou que, ao comparar um candidato associado a práticas populistas e à degradação institucional com outro que pode assegurar estabilidade democrática, a escolha tem consequências. A deputada apelou, “a bem do país”, para que o primeiro-ministro abandone a neutralidade instalada no discurso público.
Montenegro reagiu dizendo ter sido acusado de “uma coisa e o seu contrário” durante o debate. O chefe do Governo negou uma posição de neutralidade absoluta, lembrando que o PSD não declarou apoio aos dois candidatos que passaram à segunda volta.
O primeiro-ministro reiterou ainda a disponibilidade do Governo para proceder a alterações legais que o parlamento decida sobre o voto dos emigrantes nas eleições presidenciais. A ideia é ajustar o procedimento conforme a vontade das casas legislativas.
Neutralidade em foco
O debate incidiu no papel do Governo e das instituições, com o PAN a defender menos neutralidade em decisões que afectem o processo eleitoral. Montenegro sustentou que houve consistência na posição do Governo.
Emenda ao voto emigrante
Foi afirmada a possibilidade de mudanças legislativas para o voto de emigrantes, com Montenegro a sublinhar a abertura a métodos que o parlamento entender necessário. Não houve anúncio de medidas, apenas a intenção de avançar conforme o escrutínio parlamentar.
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