- A CDU votou a favor do Orçamento Municipal e das Grandes Opções do Plano de Beja para 2026, pela primeira vez em uma década, em aliança com o PSD/CDS/IL.
- O orçamento de 87 milhões de euros é o maior de sempre da autarquia e foi apresentado numa reunião extraordinária; a Assembleia Municipal discute-o na próxima segunda-feira, 26 de janeiro.
- O regresso da CDU ao governo municipal veio com Vítor Picado a acumular o Gabinete da Gestão da Mobilidade e as Divisões do Turismo e Património e da Cultura, reforçando o peso da coligação no executivo.
- O sanctionamento ocorreu com cinco votos favoráveis (PSD/CDS/IL e CDU), dois do Chega e duas abstenções do Partido Socialista.
- A CDU justificou o voto favorável pela inclusão de várias propostas suas, mantendo-se, no entanto, sem avançar com a redução da tarifa da água proposta pela EMAS.
A CDU votou a favor do Orçamento Municipal e das Grandes Opções do Plano da Câmara de Beja, pela primeira vez após um regresso ao poder. O município, em aliança com o PSD/CDS/IL, aprovou o orçamento de 87 milhões de euros para 2026. O momento ocorreu numa reunião extraordinária, com uma sessão marcada para 26 de janeiro.
A composição da vereação reforçou o poder da coligação governante. A CDU voltou a assumir pelouros com Vítor Picado como vereador a tempo inteiro, responsável pelo Gabinete da Gestão da Mobilidade e pelas Divisões do Turismo, Património e Cultura. Quatro eleitos ficam com a maioria frente a PS e Chega.
O orçamento apresentado por Nuno Palma Ferro foi aprovado por cinco votos a favor, dois do PSD/CDS/IL, dois da CDU, um do Chega, e com duas abstenções do PS. O montante é o maior já aprovado pela autarquia bejense.
Paulo Arsénio, vereador socialista e ex-presidente da Câmara, indicou que no final de fevereiro devem entrar mais 10 milhões de euros da conta de gerência de 2025. Este reforço financeiro deverá ser discutido na Assembleia Municipal.
A CDU já tinha abstido em várias votações anteriores. No primeiro mandato de Paulo Arsénio, a CDU abstinha nos orçamentos de 2018 a 2021. No segundo mandato votou contra 2022, 2023 e 2025, e absteve-se em 2024.
Contexto político e histórico
Na última reunião de 2025, a EMAS teve a proposta aprovada com voto de qualidade do presidente da edilidade. As abstenções do PS e Chega e o voto contra da Coligação Democrática Unitária marcaram esse processo. O regresso da CDU ao governo encerra um ciclo de afastamento.
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