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Ventura concentrou 82% dos casos de desinformação associada às presidenciais

Ventura concentrou 82,4% dos casos de desinformação nas presidenciais; o vídeo foi o formato dominante e IA surgiu em quatro casos, segundo o Laboratório de Comunicação (LabCom) da UBI

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  • O LabCom da Universidade da Beira Interior indica mais de 8,3 milhões de visualizações de desinformação associada às presidenciais na primeira volta, com André Ventura a concentrar 82,4% dos casos.
  • Foram identificados dezassete casos de desinformação, sendo Ventura responsável pela maioria; o restante foi de pré-candidatos não aceites pelo TC e de André Pestana (5,9%).
  • O formato vídeo predomina na desinformação (70,6%), em comparação com fotografias (29,4%).
  • Entre os tipos de desinformação, destacam-se descredibilização de meios de comunicação (41,2%) e conteúdo manipulado (23,5%), com IA presente em quatro casos (23,5%).
  • A segunda volta das presidenciais é marcada para 8 de fevereiro, com António José Seguro e André Ventura a disputar o sufrágio; Ventura liderava na primeira volta com 23% e Seguro ficou com 31%.

A desinformação associada às presidenciais na primeira volta somou mais de 8,3 milhões de visualizações nas redes sociais, segundo o LabCom da UBI. André Ventura concentrou 82,4% dos casos, no âmbito do ODEPOL, observatório de desinformação política.

O estudo monitorizou conteúdos ligados à presença digital dos pré-candidatos nas redes com maior expressão em Portugal (Facebook, Instagram, X, TikTok, Threads e YouTube). O levantamento iniciou a 17 de novembro de 2025, dia do primeiro debate entre Ventura e António José Seguro.

Ao todo, houve 17 casos de desinformação identificados na pré-campanha e campanha da primeira volta. Ventura liderou em 82,4% dos casos; os restantes envolveram pré-candidatos não aceites pelo TC e André Pestana.

Desinformação por formato e tipo

O vídeo foi o formato dominante, utilizado em 70,6% dos casos, seguido de fotografias (29,4%). Entre os tipos, destaca-se a descredibilização de médias e jornalistas (41,2%) e conteúdo manipulado (23,5%).

A partilha ocorreu principalmente nas redes da Meta, com 100% dos casos no Facebook e 94,1% no Instagram. O X concentrou 82,4% das ocorrências; Threads 29,4% e TikTok 17,6%.

Quatro casos (23,5%) envolveram IA, sobretudo para divulgar intenções de voto associadas a Ventura, geradas por empresas de análise política. O único caso com utilização direta foi de Pestana, que criou imagens hiper-realistas para simular Ventura com raiva e gesto nazi.

O líder do Chega foi autor das peças com maior impacto, incluindo uma publicação com 2.083.040 visualizações. O conteúdo ligado a esse caso referiu maus-tratos de animais no Egito, baseado numa denúncia da PETA de 2018.

Contexto eleitoral e resultados

António José Seguro e Ventura vão disputar a segunda volta, em 8 de fevereiro, após o PS ter obtido 31% e Ventura 23% na primeira volta. Cotrim Figueiredo ficou em terceiro com 16%, seguido de Gouveia e Melo (12%) e Marques Mendes (11%).

À esquerda, Catarina Martins teve 2%, António Filipe 1,6% e Jorge Pinto 0,6% (Livre). Manuel João Vieira alcançou 1%, Pestana 0,2% e Humberto Correia 0,08%.

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