- António José Seguro ficou em primeiro com 31,1% e André Ventura em segundo com 23,5%, seguindo para a segunda volta a 8 de fevereiro.
- João Cotrim de Figueiredo ficou em terceiro, com 16%, mantendo a possibilidade de uma vaga direta até perto do fim.
- Abstenção registou 46%, a mais baixa dos últimos vinte anos.
- Ventura afirmou que vai agregar a direita para a segunda volta, enquanto Seguro disse que é o Presidente de todos os portugueses.
- Entre os restantes candidatos, Henrique Gouveia e Melo obteve 12,4% e Luís Marques Mendes 11,3%; Catarina Martins teve 2,1%.
Portugal decidiu ontem, em eleições presidenciais, quem disputará a segunda volta a 8 de fevereiro. As projeções apontam António José Seguro e André Ventura como finalistas, após uma campanha marcada por temas como identidade, segurança e instituições. A abstenção ficou em 46%, a mais baixa dos últimos 20 anos.
Seguro foi apontado vencedor na noite eleitoral e destacou ter reunido apoios de vários campos políticos, defendendo uma candidatura independente. Chegou às Caldas da Rainha, onde reside, para fazer um apelo à democracia, sublinhando que a presidência deve unir.
No quartel-general de Ventura, em Lisboa, o candidato do Chega prometeu agregar a direita e conquistar votos de eleitores que não votaram nos seus adversários. Assinalou a intenção de ser o “novo líder da direita” e reforçou a estratégia de consolidar apoios entre diferentes figuras à direita.
João Cotrim de Figueiredo fechou a primeira volta em terceiro lugar, com 16%, surgindo como alternativa liberal. Reclamou a ausência de apoio do PSD e destacou que a candidatura representou uma terceira via, especialmente junto de jovens.
A corrida ficou marcada pelo declínio de dois nomes considerados favoritos: Henrique Gouveia e Melo (12,4%) e Luís Marques Mendes (11,3%). Ambos não conseguiram transformar o capital inicial em estabilidade suficiente para uma segunda volta.
Entre os restantes candidatos, as propostas ficaram dissociadas da votação expressiva, com impacto limitado no resultado final. Catarina Martins (2,1%), António Filipe (1,6%) e Manuel João Vieira (1,1%) destacaram-se pela diversidade de propostas, sem desequilíbrios relevantes.
Resultados da primeira volta
António José Seguro — 31,1%
André Ventura — 23,5%
João Cotrim de Figueiredo — 16%
Henrique Gouveia e Melo — 12,4%
Luís Marques Mendes — 11,3%
Catarina Martins — 2,1%
António Filipe — 1,6%
Manuel João Vieira — 1,1%
Jorge Pinto — 0,7%
André Pestana — 0,2%
Humberto Correia — 0,1%
Abstenção: 46%
Entre na conversa da comunidade