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CGTP responsabiliza sondagens pelos resultados

CGTP atribui a derrota à pressão das sondagens e ao foco em temas laterais, apelando à rejeição de André Ventura e ao reforço da luta pelos direitos dos trabalhadores

Manifestantes protestam contra o pacote laboral numa ação convocada pela CGTP-IN, entre o Largo Camões e a Assembleia da República, em Lisboa, 13 de janeiro de 2026. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
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  • A CGTP responsabiliza as sondagens pela pressão na campanha, que alegadamente desviou o debate para temas laterais, e apela à rejeição da candidatura de André Ventura.
  • A central sindical celebra a passagem de António José Seguro e André Ventura à segunda volta, marcada para 8 de fevereiro.
  • Na recolha de votos, o candidato apoiado pelo Partido Socialista ficou com 31% e André Ventura com 23%.
  • Em terceiro ficou Cotrim Figueiredo (16%), seguido de Gouveia e Melo (12%) e Marques Mendes (11%).
  • À esquerda, Catarina Martins teve 2%, António Filipe 1,6%, Jorge Pinto 0,6% e Manuel João Vieira 1%; a CGTP reforça a defesa de direitos dos trabalhadores e dos serviços públicos.

A CGTP responsabiliza a pressão exercida pelas sondagens pelos resultados das eleições presidenciais de domingo, afirmando que a campanha foi desviada para temas laterais. A central sindical destaca a participação dos trabalhadores e do povo no ato eleitoral e refere uma derrota do candidato apoiado pelo Governo.

Na nota, a CGTP sustenta que a passagem de António José Seguro e de André Ventura à segunda volta decorreu num contexto de pressões associadas às sondagens sobre as possibilidades de candidaturas para a segunda volta. A organização afirma que houve foco mediático em temas secundários durante a campanha.

A central sindical aponta ainda que os resultados evidenciam descontentamento crescente da população. Defende o reforço do esclarecimento, da mobilização e da organização da luta contra o pacote laboral, bem como a defesa de salários, pensões, valorização do trabalho e serviços públicos.

A CGTP exorta os trabalhadores a envolverem-se na defesa dos direitos e na melhoria das condições de vida, para um país que cumpra a Constituição. A organização chama à rejeição de projetos considerados reacionários e anti-democráticos ligados à candidatura de André Ventura.

Os resultados oficiais manteram António José Seguro e André Ventura na corrida para a segunda volta, no dia 8 de fevereiro. No domingo, o candidato apoiado pelo PS alcançou 31% dos votos e Ventura 23%.

Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal, ficou em terceiro com 16%, seguido de Gouveia e Melo com 12% e Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 11%. À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%.

Entre os menos votados, destacam-se Manuel João Vieira com 1% e Humberto Correia com 0,08%. A CGTP mantém a leitura de que a mobilização cívica e a participação social são centrais para a defesa de direitos e serviços públicos.

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