- António José Seguro ficou com 31,1% e cerca de 1,7 milhões de votos, marcando presença na segunda volta de 8 de fevereiro e reunindo o apoio de grande parte do eleitorado da esquerda.
- André Ventura obteve 23,5% e perto de 1,3 milhões de votos, avançando para a segunda volta e reclamando liderança da direita.
- Luís Marques Mendes, candidato do PSD-CDS-PP, registou o pior resultado de sempre no apoio à coligação, terminando em quinto com 11,3% e pouco mais de 630 mil votos.
- Henrique Gouveia e Melo ficou em quarto, com 12,3% e perto de 700 mil votos, admitindo que o país continuará a contar com a sua participação cívica.
- Os restantes candidatos da esquerda do PS tiveram votos residuais, totalizando cerca de 4% entre Livre, PCP e BE, sem ultrapassar patamares relevantes.
António José Seguro e André Ventura mostraram-se os grandes vencedores da primeira volta das presidenciais de domingo, avançando para a segunda volta em 8 de fevereiro. A votação ocorreu em meio a uma derrota expressiva de Luís Marques Mendes, cujo desempenho pelo PSD ficou aquém de todos os resultados anteriores em atos eleitorais. Seguro conseguiu cerca de 31,1% dos votos, aproximando-se de 1,7 milhões de sufrágios, reunindo apoio da esquerda mesmo além do PS.
Ventura ficou em segundo, com 23,5% e pouco mais de 1,3 milhões de votos, consolidando o espaço de Chega junto do eleitorado de direita. No entanto, o primeiro perdeu para Seguro ao concentrar o centro-esquerda que o apoiava, incluindo votos dispersos entre Livre, BE e PCP, que somaram cerca de 4% na soma de legislativas anteriores.
Luís Marques Mendes foi o grande derrotado entre os nomes da governação, com 11,3% e pouco mais de 630 mil votos, terminando em quinto lugar. Henrique Gouveia e Melo ficou em quarto, com 12,3% e perto de 700 mil votos. Os partidos à esquerda do PS registaram votação residual, com Livre, PCP e BE a somarem aproximadamente 4%.
Resultados oficiais e perspetivas para a segunda volta
Seguro afirmou que pretende alargar o apoio para a segunda volta, referindo-se ao país como inteiro e recebendo votos de diversos campos políticos. Ventura prometeu agregar a direita, destacando a liderança da sua candidatura. O PSD, liderado por Luís Montenegro, afastou-se de qualquer indicação de voto na segunda volta.
Várias figuras públicas manifestaram apoio a Seguro, incluindo Miguel Poiares Maduro e José Pacheco Pereira, que se deslocaram a RTP e TVI, respetivamente. Cotrim Figueiredo, ex-líder da Iniciativa Liberal, encerrou o seu apoio formal a Ventura, mantendo a posição de não endossar voto na segunda volta.
Entre os nomes que suscitaram expectativas, o ex-líder da IL acabou por ter uma noite agridoce: aumentou o resultado do seu partido, mas não disputou a segunda volta. Marques Mendes assumiu a responsabilidade pelo resultado, sem indicar apoio a qualquer candidato na segunda volta.
Perspetivas para os próximos dias
O país aguarda o duelo da segunda volta entre Seguro e Ventura. A votação final está marcada para 8 de fevereiro, com o PS e a esquerda a manterem apoio a Seguro, enquanto Ventura busca consolidar a sua liderança na direita. O ambiente político aproxima-se de um desfecho com maior polarização entre as principais forças nacionalistas e de esquerda.
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