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António Filipe apela ao voto em Seguro para enfrentar Ventura

António Filipe pede voto em António José Seguro para travar André Ventura, após o pior resultado de um candidato apoiado pelo PCP

António Filipe reconheceu que resultado destas eleições ficou "aquém"
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  • António Filipe pediu aos apoiantes que votem em António José Seguro na segunda volta para enfrentar André Ventura, alegando uma grave ameaça à democracia.
  • Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, orientou os comunistas a votar em Seguro, mesmo que este integre o que o próprio Filipe chama de “consenso neoliberal”.
  • António José Seguro teve 1,6% dos votos na primeira volta, situação que, segundo Filipe, não reflete uma clivagem entre esquerda e direita.
  • Filipe reforçou que o voto é para derrotar uma candidatura que, diz, pretende destruir o regime democrático, sem endossar a candidatura de Seguro.
  • O lema foi partilhado numa reunião em Lisboa, com tom contido, onde se reconheceu que muitos votaram em Seguro por receio de ver dois candidatos mais à direita na segunda volta.

António Filipe, candidato que conta com o apoio do PCP, apelou ao voto em António José Seguro para a segunda volta frente a André Ventura, na sequência dos resultados da primeira volta das presidenciais. O recado foi transmitido ao final da noite eleitoral, numa tentativa de evitar o surgimento de uma opção que possa sustentar o que classifica como uma ameaça à democracia.

Segundo o porta-voz da candidatura, a ideia central é clara: derrotar uma candidatura que pretende questionar o regime democrático e atacar a Revolução de Abril. O apelo surge num contexto em que António Filipe recebeu cerca de 1,6% dos votos na primeira volta, ainda longe do mínimo histórico de Edgar Silva em 2016.

O próprio António Filipe reconheceu que o resultado ficou aquém do esperado. Explicou que uma parte dos eleitores que votaram nele motivou a cautela de votar em Seguro para evitar um segundo candidato mais à direita na votação final. O posicionamento, segundo o candidato apoiado pelo PCP, não implica um apoio direto a Seguro, mas sim uma estratégia de voto útil.

Contexto político

O PCP sublinhou que o voto em Seguro visa travar o que descreve como uma agenda de concepções reaccionárias e antidemocráticas. O secretário-geral comunista, Paulo Raimundo, já havia defendido esse caminho publicamente, destacando a necessidade de impedir a consolidação de uma linha que possa colocar em causa o regime democrático.

A reunião de apoiantes de António Filipe ocorreu numa unidade hoteleira em Lisboa, onde o grupo anunciou o apelo ao voto na segunda volta. Entre os presentes, confirmou-se a intenção de não associar o ato de votar a um apoio total ao candidato Seguro, mas sim à defesa do regime e do marco histórico de Abril.

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