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Denúncias de assédio abalam campanha de Cotrim após alegado apoio a Ventura

Denúncia de assédio e possível apoio a Ventura abalam campanha de Cotrim Figueiredo, interrompendo o momentum e levando o candidato a recuar sobre alianças

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Cotrim de Figueiredo em campanha presidencial
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  • A campanha de Cotrim Figueiredo, apoiada pela Iniciativa Liberal (IL), estava em crescendo para chegar à segunda volta, com foco em voto jovem e em avós, através de visitas a lares, centros de dia e universidades seniores.
  • O ex-líder da IL enviou uma carta ao primeiro-ministro Luís Montenegro, oferecendo apoio político ao Governo em troco de reformas na saúde, economia e segurança social.
  • A resposta foi ambígua: Cotrim voltou a dizer que o momentum continuava, mas depois disse não excluir o apoio a André Ventura na segunda volta, o que acabou por recuar.
  • Surgiu uma denúncia de assédio sexual de uma ex-assessora da IL, que Cotrim negou e anunciou uma queixa-crime por difamação, descrevendo o caso como uma manobra de política suja.
  • Nos dias seguintes, o candidato manteve o apelo a Montenegro para recomendar o voto nele, alegando servir a nação, mas o silêncio do primeiro-ministro permaneceu.

A campanha de Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, esteve em crescimento até que uma denúncia de assédio sexual voltou a colocar o candidato no centro das polémicas. Questionado sobre possíveis apoios, Cotrim afirmou manter o foco na corrida até à segunda volta.

O estratega do candidato apostava em capturar o voto jovem e chegar aos eleitores mais velhos, com visitas a lares, centros de dia e universidades seniores. Os responsáveis acreditavam que a linha de comunicação gerava impulso no terreno.

O ex-líder da IL enviou uma carta ao primeiro-ministro Luís Montenegro, oferecendo apoio político caso fossem avançadas reformas em áreas como saúde, economia e segurança social. A mensagem rapidamente gerou reação entre adversários.

Cotrim Figueiredo desvalorizou o impacto das discussões sobre o apoio a outros candidatos, afirmando estar em crescimento e no momentum da campanha. Mantinha a estratégia de capitalizar a fase favorável.

Avisos sobre o alegado momentum foram interrompidos no início da segunda semana de campanha, quando o tema passou a incluir a possibilidade de apoiar André Ventura, caso haja uma segunda volta. Cotrim recuou e esclareceu a posição.

A campanha foi novamente marcada por uma denúncia de assédio sexual apresentada por uma ex-assessora parlamentar da IL. Cotrim negou as acusações e anunciou uma queixa-crime por difamação, atribuindo o caso a uma manobra política.

A partir daí, o candidato sustentou que não permitiria que a denúncia o derrubasse e afirmou estar firme e pronto para a luta. Repetiu pedidos ao Governo para que apoiem a sua candidatura, como forma de evitar a vitória de Ventura ou de Seguro.

Reação e próximos passos

O tema dominou a agenda pública e colocou Cotrim Figueiredo sob escrutínio contínuo pouco antes da votação. A comunicação oficial manteve o foco na mensagem de continuidade e de propostas para a nação.

A assessoria do candidato não divulgou novas respostas oficiais sobre os incidentes relatados, reiterando apenas a intenção de defender a lisura do processo e cumprir o foundamento da campanha.

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